TEXTO I
Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a
história, resistiu até o esgotamento completo. Vencido
palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no
dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos
defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas:
um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente
dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.
TEXTO II
Na trincheira, no centro do reduto, permaneciam
quatro fanáticos sobreviventes do extermínio. Era um
velho, coxo por ferimento e usando uniforme da Guarda
Católica, um rapaz de 16 a 18 anos, um preto alto e
magro, e um caboclo. Ao serem intimados para deporem
as armas, investiram com enorme fúria. Assim estava
terminada e de maneira tão trágica a sanguinosa guerra,
que o banditismo e o fanatismo traziam acesa por longos
meses, naquele recanto do território nacional.
Os relatos do último ato da Guerra de Canudos fazem
uso de representações que se perpetuariam na memória
construída sobre o conflito. Nesse sentido, cada autor
caracterizou a atitude dos sertanejos, respectivamente,
como fruto da