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Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela: questões

Instituição:
ENEM
Ano:
2002
Questões:
49

Questões da prova

Questão 1

Miguilim ìDe repente l· vinha um homem a cavalo. Eram dois. Um senhor de fora, o claro de roupa. Miguilim saudou, pedindo a bÍnÁ„o. O homem trouxe o cavalo c· bem junto. Ele era de Ûculos, corado, alto, com um chapÈu diferente, mesmo. ó Deus te abenÁoe, pequenino. Como È teu nome? ó Miguilim. Eu sou irm„o do Dito. ó E o seu irm„o Dito È o dono daqui? ó N„o, meu senhor. O Ditinho est· em glÛria. O homem esbarrava o avanÁo do cavalo, que era zelado, mante˙do, formoso como nenhum outro. Redizia: ó Ah, n„o sabia, n„o. Deus o tenha em sua guarda... Mas que È que h·, Miguilim? Miguilim queria ver se o homem estava mesmo sorrindo para ele, por isso È que o encarava. ó Por que vocÍ aperta os olhos assim? VocÍ n„o È limpo de vista? Vamos atÈ l·. Quem È que est· em tua casa? ó … M„e, e os meninos... Estava M„e, estava tio Terez, estavam todos. O senhor alto e claro se apeou. O outro, que vinha com ele, era um camarada. O senhor perguntava ‡ M„e muitas coisas do Miguilim. Depois perguntava a ele mesmo: ññ ëMiguilim, espia daÌ: quantos dedos da minha m„o vocÍ est· enxergando? E agora?î ROSA, Jo„o Guimar„es. Manuelz„o e Miguilim. 9™ ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. Esta histÛria, com narrador observador em terceira pessoa, apresenta os acontecimentos da perspectiva de Miguilim. O fato de o ponto de vista do narrador ter Miguilim como referÍncia, inclusive espacial, fica explicitado em:
  1. A)ìO homem trouxe o cavalo c· bem junto.î
  2. B)ìEle era de Ûculos, corado, alto (...)î
  3. C)ìO homem esbarrava o avanÁo do cavalo, (...)î
  4. D)ìMiguilim queria ver se o homem estava mesmo sorrindo para ele, (...)î
  5. E)ìEstava M„e, estava tio Terez, estavam todosî

Questão 5

O Protocolo de Kyoto ó uma convenÁ„o das NaÁıes Unidas que È marco sobre mudanÁas clim·ticas, ó estabelece que os paÌses mais industrializados devem reduzir atÈ 2012 a emiss„o dos gases causadores do efeito estufa em pelo menos 5% em relaÁ„o aos nÌveis de 1990. Essa meta estabelece valores superiores ao exigido para paÌses em desenvolvimento. AtÈ 2001, mais de 120 paÌses, incluindo naÁıes industrializadas da Europa e da ¡sia, j· haviam ratificado o protocolo. No entanto, nos EUA, o presidente George W. Bush anunciou que o paÌs n„o ratificaria ìKyotoî, com os argumentos de que os custos prejudicariam a economia americana e que o acordo era pouco rigoroso com os paÌses em desenvolvimento. de Adaptado do Jornal do Brasil, 11/04/2001 Na tabela encontram-se dados sobre a emiss„o de CO Considerando os dados da tabela, assinale a alternativa que representa um argumento que se contrapıe ‡ justificativa dos EUA de que o acordo de Kyoto foi pouco rigoroso com paÌses em desenvolvimento.
Tabela da questão 5 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)A emiss„o acumulada da Uni„o EuropÈia est· prÛxima ‡ dos EUA.
  2. B)Nos paÌses em desenvolvimento as emissıes s„o equivalentes ‡s dos EUA.
  3. C)A emiss„o per capita da R˙ssia assemelha-se ‡ da Uni„o EuropÈia.
  4. D)As emissıes de CO nos paÌses em desenvolvimento citados s„o muito baixas.
  5. E)A ¡frica do Sul apresenta uma emiss„o anual per capita relativamente alta.

Questão 8

Artemia È um camar„o primitivo que vive em ·guas salgadas, sendo considerado um fÛssil vivo. Surpreendentemente, possui uma propriedade semelhante ‡ dos vegetais que È a diapausa, isto È, a capacidade de manter ovos dormentes (embriıes latentes) por muito tempo. Fatores clim·ticos ou alteraÁıes ambientais podem subitamente ativar a eclos„o dos ovos, assim como, nos vegetais, tais alteraÁıes induzem a germinaÁ„o de sementes. V·rios estudos tÍm sido realizados com artemias, pois estes animais apresentam caracterÌsticas que sugerem um potencial biolÛgico: possuem alto teor de proteÌna e s„o capazes de se alimentar de partÌculas org‚nicas e inorg‚nicas em suspens„o. Tais caracterÌsticas podem servir de par‚metro para uma avaliaÁ„o do potencial econÙmico e ecolÛgico da artemia. Em um estudo foram consideradas as seguintes possibilidades: I. A variaÁ„o da populaÁ„o de artemia pode ser usada como um indicador de poluiÁ„o aqu·tica. II. A artemia pode ser utilizada como um agente de descontaminaÁ„o ambiental, particularmente em ambientes aqu·ticos. III. A eclos„o dos ovos È um indicador de poluiÁ„o quÌmica. IV. Os camarıes podem ser utilizados como fonte alternativa de alimentos de alto teor nutritivo. … correto apenas o que se afirma em
  1. A)I e II.
  2. B)II e III.
  3. C)I, II e IV.
  4. D)II, III e IV.
  5. E)I, II, III e IV.

Questão 10

Ainda que a extraÁ„o das vagens n„o seja prejudicial ‡s ·rvores, a estratÈgia usada na sua coleta, aliada ‡ eventual press„o de mercado, s„o fatores que podem prejudicar a renovaÁ„o natural da fava díanta. Uma proposta vi·vel para que estas plantas nativas n„o corram nenhum risco de extinÁ„o È
  1. A)introduzir a coleta mecanizada das favas, reduzindo tanto as perdas durante a coleta quanto os eventuais danos ‡s plantas.
  2. B)conservar o solo e aumentar a produtividade dessas plantas por meio de irrigaÁ„o e reposiÁ„o de sais minerais.
  3. C)domesticar a espÈcie, introduzindo viveiros que possam abastecer a regi„o de novas mudas, caso isto se torne necess·rio.
  4. D)proibir a coleta das favas, aplicando pesadas multas aos infratores.
  5. E)diversificar as atividades econÙmicas na regi„o do cerrado para aumentar as fontes de renda dos trabalhadores.

Questão 11

A coleta de favas È feita por famÌlias inteiras de trabalhadores rurais (n„o-propriet·rios). Enquanto o jovem apanhador de favas pode ganhar atÈ R$7,50 por dia, os demais trabalhadores adultos ganham, em mÈdia, R$5,12 por dia, podendo dedicar-se a outras atividades extrativistas: a coleta de pequis e pan„s, frutos vendidos ‡ beira da estrada, e de lenha, vendida a pequenos compradores. A tabela apresenta a renda mÈdia anual dos jovens e adolescentes de uma cidade de Minas Gerais, com essas atividades extrativistas. Foram feitas as seguintes afirmaÁıes sobre a import‚ncia socioeconÙmica do extrativismo da fava-díanta: I. A desinformaÁ„o impede qualquer controle da situaÁ„o por parte dos coletores, aos quais cabe apenas o papel de trabalhadores braÁais. II. O retorno financeiro para a populaÁ„o È compatÌvel com a import‚ncia dos produtos derivados da fava. III. A atividade È menos rent·vel porque, entre os compradores de favas, existem atravessadores, ao contr·rio do que acontece na venda do pequi. IV. A atividade eleva o sal·rio di·rio do trabalhador, representando a fonte mais importante de sua renda anual. Est· correto apenas o que se afirma em
Tabela da questão 11 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)I, III e IV.
  2. B)II, III e IV.
  3. C)I e III.
  4. D)II e IV.
  5. E)I e IV.

Questão 12

Os seres humanos podem tolerar apenas certos intervalos de temperatura e umidade relativa (UR), e, nessas condiÁıes, outras vari·veis, como os efeitos do sol e do vento, s„o necess·rias para produzir condiÁıes confort·veis, nas quais as pessoas podem viver e trabalhar. O gr·fico mostra esses intervalos: A tabela mostra temperaturas e umidades relativas do ar de duas cidades, registradas em trÍs meses do ano. Com base nessas informaÁıes, pode-se afirmar que condiÁıes ideais s„o observadas em
Tabela da questão 12 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
Tabela da questão 12 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)Curitiba com vento em marÁo, e Campo Grande, em outubro.
  2. B)Campo Grande com vento em marÁo, e Curitiba com sol em maio.
  3. C)Curitiba, em outubro, e Campo Grande com sol em marÁo.
  4. D)Campo Grande com vento em marÁo, Curitiba com sol em outubro.
  5. E)Curitiba, em maio, e Campo Grande, em outubro.

Questão 13

No gr·fico est„o representados os gols marcados e os gols sofridos por uma equipe de futebol nas dez primeiras partidas de um determinado campeonato. Considerando que, neste campeonato, as equipes ganham 3 pontos para cada vitÛria, 1 ponto por empate e 0 ponto em caso de derrota, a equipe em quest„o, ao final da dÈcima partida, ter· acumulado um n˙mero de pontos igual a
Imagem da questão 13 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)15.
  2. B)17.
  3. C)18.
  4. D)20.
  5. E)24.

Questão 14

O Globo, 01/09/2001. Na charge, a arrog‚ncia do gato com relaÁ„o ao comportamento alimentar da minhoca, do ponto de vista biolÛgico,
Charge da questão 14 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)n„o se justifica, porque ambos, como consumidores, devem ìcavarî diariamente o seu prÛprio alimento.
  2. B)È justific·vel, visto que o felino possui funÁ„o superior ‡ da minhoca numa teia alimentar.
  3. C)n„o se justifica, porque ambos s„o consumidores prim·rios em uma teia alimentar.
  4. D)È justific·vel, porque as minhocas, por se alimentarem de detritos, n„o participam das cadeias alimentares.
  5. E)È justific·vel, porque os vertebrados ocupam o topo das teias alimentares.

Questão 15

Na construÁ„o civil, È muito comum a utilizaÁ„o de ladrilhos ou azulejos com a forma de polÌgonos para o revestimento de pisos ou paredes. Entretanto, n„o s„o todas as combinaÁıes de polÌgonos que se prestam a pavimentar uma superfÌcie plana, sem que haja falhas ou superposiÁıes de ladrilhos, como ilustram as figuras: Figura 1: Ladrilhos retangulares Figura 2: Hept·gonos regulares n„o pavimentam pavimentando o plano o plano (h· falhas ou superposiÁ„o) A tabela traz uma relaÁ„o de alguns polÌgonos regulares, com as respectivas medidas de seus ‚ngulos internos. Se um arquiteto deseja utilizar uma combinaÁ„o de dois tipos diferentes de ladrilhos entre os polÌgonos da tabela, sendo um deles octogonal, o outro tipo escolhido dever· ter a forma de um
Figura da questão 15 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
Figura da questão 15 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)tri‚ngulo.
  2. B)quadrado.
  3. C)pent·gono.
  4. D)hex·gono.
  5. E)ene·gono.

Questão 16

Segundo uma organizaÁ„o mundial de estudos ambientais, em 2025, ìduas de cada trÍs pessoas viver„o situaÁıes de carÍncia de ·gua, caso n„o haja mudanÁas no padr„o atual de consumo do produto.î Uma alternativa adequada e vi·vel para prevenir a escassez, considerando-se a disponibilidade global, seria
  1. A)desenvolver processos de reutilizaÁ„o da ·gua.
  2. B)explorar leitos de ·gua subterr‚nea.
  3. C)ampliar a oferta de ·gua, captando-a em outros rios.
  4. D)captar ·guas pluviais.
  5. E)importar ·gua doce de outros estados.

Questão 17

O milho verde recÈm-colhido tem um sabor adocicado. J· o milho verde comprado na feira, um ou dois dias depois de colhido, n„o È mais t„o doce, pois cerca de 50% dos carboidratos respons·veis pelo sabor adocicado s„o convertidos em amido nas primeiras 24 horas. Para preservar o sabor do milho verde pode-se usar o seguinte procedimento em trÍs etapas: 1∫ descascar e mergulhar as espigas em ·gua fervente por alguns minutos; 2∫ resfri·-las em ·gua corrente; 3∫ conserv·-las na geladeira. A preservaÁ„o do sabor original do milho verde pelo procedimento descrito pode ser explicada pelo seguinte argumento:
  1. A)O choque tÈrmico converte as proteÌnas do milho em amido atÈ a saturaÁ„o; este ocupa o lugar do amido que seria formado espontaneamente.
  2. B)A ·gua fervente e o resfriamento impermeabilizam a casca dos gr„os de milho, impedindo a difus„o de oxigÍnio e a oxidaÁ„o da glicose.
  3. C)As enzimas respons·veis pela convers„o desses carboidratos em amido s„o desnaturadas pelo tratamento com ·gua quente.
  4. D)Microrganismos que, ao retirarem nutrientes dos gr„os, convertem esses carboidratos em amido, s„o destruÌdos pelo aquecimento.
  5. E)O aquecimento desidrata os gr„os de milho, alterando o meio de dissoluÁ„o onde ocorreria espontaneamente a transformaÁ„o desses carboidratos em amido.

Questão 18

Os nÌveis de irradi‚ncia ultravioleta efetiva (IUV) indicam o risco de exposiÁ„o ao Sol para pessoas de pele do tipo II ñ pele de pigmentaÁ„o clara. O tempo de exposiÁ„o segura (TES) corresponde ao tempo de exposiÁ„o aos raios solares sem que ocorram queimaduras de pele. A tabela mostra a correlaÁ„o entre riscos de exposiÁ„o, IUV e TES. Uma das maneiras de se proteger contra queimaduras provocadas pela radiaÁ„o ultravioleta È o uso dos cremes protetores solares, cujo Fator de ProteÁ„o Solar (FPS) È calculado da seguinte maneira: TPP = tempo de exposiÁ„o mÌnima para produÁ„o de vermelhid„o na pele protegida (em minutos). TPD = tempo de exposiÁ„o mÌnima para produÁ„o de vermelhid„o na pele desprotegida (em minutos). O FPS mÌnimo que uma pessoa de pele tipo II necessita para evitar queimaduras ao se expor ao Sol, considerando TPP o intervalo das 12:00 ‡s 14:00 h, num dia em que a irradi‚ncia efetiva È maior que 8, de acordo com os dados fornecidos, È
Tabela da questão 18 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
Tabela da questão 18 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)5.
  2. B)6.
  3. C)8.
  4. D)10.
  5. E)20.

Questão 19

Um estudo realizado com 100 indivÌduos que abastecem seu carro uma vez por semana em um dos postos X, Y ou Z mostrou que: Se um dos postos encerrar suas atividades, e os 100 consumidores continuarem se orientando pelas preferÍncias descritas, È possÌvel afirmar que a lideranÁa de preferÍncia nunca pertencer· a
Imagem da questão 19 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)X.
  2. B)Y.
  3. C)Z.
  4. D)X ou Y.
  5. E)Y ou Z.

Questão 21

Em 1958, a seleÁ„o brasileira foi campe„ mundial pela primeira vez. O texto foi extraÌdo da crÙnica ìA alegria de ser brasileiroî, do dramaturgo Nelson Rodrigues, publicada naquele ano pelo jornal ⁄ltima Hora. ìAgora, com a chegada da equipe imortal, as l·grimas rolam. Convenhamos que a seleÁ„o as merece. Merece por tudo: n„o sÛ pelo futebol, que foi o mais belo que os olhos mortais j· contemplaram, como tambÈm pelo seu maravilhoso Ìndice disciplinar. AtÈ este Campeonato, o brasileiro julgava-se um cafajeste nato e heredit·rio. Olhava o inglÍs e tinha-lhe inveja. Achava o inglÍs o sujeito mais fino, mais sÛbrio, de uma polidez e de uma cerimÙnia inenarr·veis. E, s˙bito, h· o Mundial. Todo mundo baixou o sarrafo no Brasil. Suecos, brit‚nicos, alem„es, franceses, checos, russos, davam botinadas em penca. SÛ o brasileiro se mantinha ferozmente dentro dos limites rÌgidos da esportividade. Ent„o, se verificou o seguinte: o inglÍs, tal como o concebÌamos, n„o existe. O ˙nico inglÍs que apareceu no Mundial foi o brasileiro. Por tantos motivos, vamos perder a vergonha (...), vamos sentar no meio-fio e chorar. Porque È uma alegria ser brasileiro, amigosî. AlÈm de destacar a beleza do futebol brasileiro, Nelson Rodrigues quis dizer que o comportamento dos jogadores dentro do campo
  1. A)foi prejudicial para a equipe e quase pÙs a perder a conquista da copa do mundo.
  2. B)mostrou que os brasileiros tinham as mesmas qualidades que admiravam nos europeus, principalmente nos ingleses.
  3. C)ressaltou o sentimento de inferioridade dos jogadores brasileiros em relaÁ„o aos europeus, o que os impediu de revidar as agressıes sofridas.
  4. D)mostrou que o choro poderia aliviar o sentimento de que os europeus eram superiores aos brasileiros.
  5. E)mostrou que os brasileiros eram iguais aos europeus, podendo comportar-se como eles, que n„o respeitavam os limites da esportividade.

Questão 23

ìA palavra tatuagem È relativamente recente. Toda a gente sabe que foi o navegador Cook que a introduziu no Ocidente, e esse escrevia tattou, termo da PolinÈsia de tatou ou tu tahou, ëdesenho¥. (...) Desde os mais remotos tempos, vemo-la a transformar- se: distintivo honorÌfico entre uns homens, ferrete ignomÌnia entre outros, meio de assustar o advers·rio para os bretıes, marca de uma classe de selvagens das ilhas marquesas (...) sinal de amor, de desprezo, de Ûdio (...). H· trÍs casos de tatuagem no Rio, completamente diversos na sua significaÁ„o moral: os negros,os turcos com o fundo religioso e o bando de meretrizes, dos rufiıes e dos humildes, que se marcam por crime ou por ociosidade.î RIO, Jo„o do. Os Tatuadores. Revista Kosmos. 1904, apud: A alma encantadora das ruas, SP: Cia das Letras, 1999. Com base no texto s„o feitas as seguintes afirmaÁıes: I. Jo„o do Rio revela como a tatuagem j· estava presente na cidade do Rio de Janeiro, pelo menos desde o inÌcio do sÈculo XX, e era mais utilizada por alguns setores da populaÁ„o. II. A tatuagem, de origem polinÈsia, difundiu-se no ocidente com a caracterÌstica que permanece atÈ hoje: utilizaÁ„o entre os jovens com funÁ„o estritamente estÈtica. III. O texto mostra como a tatuagem È uma pr·tica que se transforma no tempo e que alcanÁa in˙meros sentidos nos diversos setores das sociedades e para diferentes culturas. Est· correto o que se afirma apenas em
  1. A)I.
  2. B)II.
  3. C)III.
  4. D)I e II.
  5. E)I e III.

Questão 24

Quando definem molÈculas, os livros geralmente apresentam conceitos como: ìa menor parte da subst‚ncia capaz de guardar suas propriedadesî. A partir de definiÁıes desse tipo, a idÈia transmitida ao estudante È a de que o constituinte isolado (molÈculas) contÈm os atributos do todo. … como dizer que uma molÈcula de ·gua possui densidade, press„o de vapor, tens„o superficial, ponto de fus„o, ponto de ebuliÁ„o, etc. Tais propriedades pertencem ao conjunto, isto È, manifestam-se nas relaÁıes que as molÈculas mantÍm entre si. Adaptado de OLIVEIRA, R. J. O Mito da Subst‚ncia. QuÌmica Nova na Escola, n. ∫ 1, 1995. O texto evidencia a chamada vis„o substancialista que ainda se encontra presente no ensino da QuÌmica. Abaixo est„o relacionadas algumas afirmativas pertinentes ao assunto. I. O ouro È dourado, pois seus ·tomos s„o dourados. II. Uma subst‚ncia ìmaciaî n„o pode ser feita de molÈculas ìrÌgidasî. III. Uma subst‚ncia pura possui pontos de ebuliÁ„o e fus„o constantes, em virtude das interaÁıes entre suas molÈculas. IV. A expans„o dos objetos com a temperatura ocorre porque os ·tomos se expandem. Dessas afirmativas, est„o apoiadas na vis„o substancialista criticada pelo autor apenas
  1. A)I e II.
  2. B)III e IV.
  3. C)I, II e III.
  4. D)I, II e IV.
  5. E)II, III e IV.

Questão 25

Em reportagem sobre crescimento da populaÁ„o brasileira, uma revista de divulgaÁ„o cientÌfica publicou tabela com a participaÁ„o relativa de grupos et·rios na populaÁ„o brasileira, no perÌodo de 1970 a 2050 (projeÁ„o), em trÍs faixas de idade: abaixo de 15 anos; entre 15 e 65 anos; e acima de 65 anos. Admitindo-se que o tÌtulo da reportagem se refira ao grupo et·rio cuja populaÁ„o cresceu sempre, ao longo do perÌodo registrado, um tÌtulo adequado poderia ser:
  1. A)ìO Brasil de fraldasî
  2. B)ìBrasil: ainda um paÌs de adolescentesî
  3. C)ìO Brasil chega ‡ idade adultaî
  4. D)ìO Brasil troca a escola pela f·bricaî
  5. E)ìO Brasil de cabelos brancosî

Questão 26

Na comparaÁ„o entre diferentes processos de geraÁ„o de energia, devem ser considerados aspectos econÙmicos, sociais e ambientais. Um fator economicamente relevante nessa comparaÁ„o È a eficiÍncia do processo. Eis um exemplo: a utilizaÁ„o do g·s natural como fonte de aquecimento pode ser feita pela simples queima num fog„o (uso direto), ou pela produÁ„o de eletricidade em uma termoelÈtrica e uso de aquecimento elÈtrico (uso indireto). Os rendimentos correspondentes a cada etapa de dois desses processos est„o indicados entre parÍnteses no esquema. Na comparaÁ„o das eficiÍncias, em termos globais, entre esses dois processos (direto e indireto), verifica-se que
Esquema da questão 26 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)a menor eficiÍncia de P2 deve-se, sobretudo, ao baixo rendimento da termoelÈtrica.
  2. B)a menor eficiÍncia de P2 deve-se, sobretudo, ao baixo rendimento na distribuiÁ„o.
  3. C)a maior eficiÍncia de P2 deve-se ao alto rendimento do aquecedor elÈtrico.
  4. D)a menor eficiÍncia de P1 deve-se, sobretudo, ao baixo rendimento da fornalha.
  5. E)a menor eficiÍncia de P1 deve-se, sobretudo, ao alto rendimento de sua distribuiÁ„o.

Questão 27

O cÛdigo de barras, contido na maior parte dos produtos industrializados, consiste num conjunto de v·rias barras que podem estar preenchidas com cor escura ou n„o. Quando um leitor Ûptico passa sobre essas barras, a leitura de uma barra clara È convertida no n˙mero 0 e a de uma barra escura, no n˙mero 1. Observe abaixo um exemplo simplificado de um cÛdigo em um sistema de cÛdigo com 20 barras. Se o leitor Ûptico for passado da esquerda para a direita ir· ler: 01011010111010110001 Se o leitor Ûptico for passado da direita para a esquerda ir· ler: 10001101011101011010 No sistema de cÛdigo de barras, para se organizar o processo de leitura Ûptica de cada cÛdigo, deve-se levar em consideraÁ„o que alguns cÛdigos podem ter leitura da esquerda para a direita igual ‡ da direita para a esquerda, como o cÛdigo 00000000111100000000, no sistema descrito acima. Em um sistema de cÛdigos que utilize apenas cinco barras, a quantidade de cÛdigos com leitura da esquerda para a direita igual ‡ da direita para a esquerda, desconsiderando-se todas as barras claras ou todas as escuras, È
  1. A)14.
  2. B)12.
  3. C)8.
  4. D)6.
  5. E)4.

Questão 28

1 - ì(...) O recurso ao terror por parte de quem j· detÈm o poder dentro do Estado n„o pode ser arrolado entre as formas de terrorismo polÌtico, porque este se qualifica, ao contr·rio, como o instrumento ao qual recorrem determinados grupos para derrubar um governo acusado de manter-se por meio do terrorî. 2 - Em outros casos ì os terroristas combatem contra um Estado de que n„o fazem parte e n„o contra um governo (o que faz com que sua aÁ„o seja conotada como uma forma de guerra), mesmo quando por sua vez n„o representam um outro Estado. Sua aÁ„o aparece ent„o como irregular, no sentido de que n„o podem organizar um exÈrcito e n„o conhecem limites territoriais, j· que n„o provÍm de um Estado î Dicion·rio de PolÌtica (org.) BOBBIO, N., MATTEUCCI, N. e PASQUINO, G., BrasÌlia: Edunb,1986. De acordo com as duas afirmaÁıes, È possÌvel comparar e distinguir os seguintes eventos histÛricos: I. Os movimentos guerrilheiros e de libertaÁ„o nacional realizados em alguns paÌses da ¡frica e do sudeste asi·tico entre as dÈcadas de 1950 e 70 s„o exemplos do primeiro caso. II. Os ataques ocorridos na dÈcada de 1990, como ‡s embaixadas de Israel, em Buenos Aires, dos EUA, no QuÍnia e Tanz‚nia, e ao World Trade Center em 2001, s„o exemplos do segundo caso. III. Os movimentos de libertaÁ„o nacional dos anos 50 a 70 na ¡frica e sudeste asi·tico, e o terrorismo dos anos 90 e 2001 foram aÁıes contra um inimigo invasor e opressor, e s„o exemplos do primeiro caso. … correto o que se afirma apenas em
  1. A)I.
  2. B)II.
  3. C)I e II.
  4. D)I e III.
  5. E)II e III.

Questão 29

Os n˙meros e cifras envolvidos, quando lidamos com dados sobre produÁ„o e consumo de energia em nosso paÌs, s„o sempre muito grandes. Apenas no setor residencial, em um ˙nico dia, o consumo de energia elÈtrica È da ordem de 200 mil MWh. Para avaliar esse consumo, imagine uma situaÁ„o em que o Brasil n„o dispusesse de hidrelÈtricas e tivesse de depender somente de termoelÈtricas, onde cada kg de carv„o, ao ser queimado, permite obter uma quantidade de energia da ordem de 10 kWh. Considerando que um caminh„o transporta, em mÈdia, 10 toneladas de carv„o, a quantidade de caminhıes de carv„o necess·ria para abastecer as termoelÈtricas, a cada dia, seria da ordem de
  1. A)20.
  2. B)200.
  3. C)1.000.
  4. D)2.000.
  5. E)10.000.

Questão 30

SÛ falta o Senado aprovar o projeto de lei [sobre o uso de termos estrangeiros no Brasil] para que palavras como shopping center , delivery e drive-through sejam proibidas em nomes de estabelecimentos e marcas. Engajado nessa valorosa luta contra o inimigo ianque, que quer fazer ·rea de livre comÈrcio com nosso inculto e belo idioma, venho sugerir algumas outras medidas que ser„o de extrema import‚ncia para a preservaÁ„o da soberania nacional, a saber: ........ ! Nenhum cidad„o carioca ou ga˙cho poder· dizer ìTu vaiî em espaÁos p˙blicos do territÛrio nacional; ! Nenhum cidad„o paulista poder· dizer ìEu lhe amoî e retirar ou acrescentar o plural em sentenÁas como ìMe vÍ um chopps e dois pastelî; .......... ! Nenhum dono de borracharia poder· escrever cartaz com a palavra ìborraxariaî e nenhum dono de banca de jornal anunciar· ìVende-se cigarrosî; .......... ! Nenhum livro de gram·tica obrigar· os alunos a utilizar colocaÁıes pronominais como ìcasar-me-eiî ou ìver-se-„oî. PIZA, Daniel. Uma proposta imodesta. O Estado de S. Paulo, S„o Paulo, 8/04/2001. No texto acima, o autor
Imagem da questão 30 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)mostra-se favor·vel ao teor da proposta por entender que a lÌngua portuguesa deve ser protegida contra deturpaÁıes de uso.
  2. B)ironiza o projeto de lei ao sugerir medidas que inibam determinados usos regionais e socioculturais da lÌngua.
  3. C)denuncia o desconhecimento de regras elementares de concord‚ncia verbal e nominal pelo falante brasileiro.
  4. D)revela-se preconceituoso em relaÁ„o a certos registros ling¸Ìsticos ao propor medidas que os controlem.
  5. E)defende o ensino rigoroso da gram·tica para que todos aprendam a empregar corretamente os pronomes. A corvina È um peixe carnÌvoro que se alimenta de crust·ceos, moluscos e pequenos peixes que vivem no fundo do mar. … bastante utilizada na alimentaÁ„o humana, sendo encontrada em toda a costa brasileira, embora seja mais abundante no sul do PaÌs. A tabela registra a concentraÁ„o mÈdia anual de merc˙rio no tecido muscular de corvinas capturadas em quatro ·reas. KEHRIG, H. A. & MALM, O. Merc˙rio: uma avaliaÁ„o na costa brasileira. CiÍncia Hoje, outubro, 1997.

Questão 31

Comparando as caracterÌsticas das quatro ·reas de coleta ‡s respectivas concentraÁıes mÈdias anuais de merc˙rio nas corvinas capturadas, pode-se considerar que, ‡ primeira vista, os resultados
  1. A)correspondem ao esperado, uma vez que o nÌvel de contaminaÁ„o È proporcional ao aumento da atividade industrial e do volume de esgotos domÈsticos.
  2. B)n„o correspondem ao esperado, especialmente no caso da Lagoa da ConceiÁ„o, que n„o apresenta contaminaÁ„o industrial por merc˙rio.
  3. C)n„o correspondem ao esperado no caso da BaÌa da Ilha Grande e da Lagoa da ConceiÁ„o, ·reas nas quais n„o h· fontes industriais de contaminaÁ„o por merc˙rio.
  4. D)correspondem ao esperado, ou seja, corvinas de regiıes menos poluÌdas apresentam as maiores concentraÁıes de merc˙rio.
  5. E)correspondem ao esperado, exceÁ„o aos resultados da BaÌa de Sepetiba, o que exige novas investigaÁıes sobre o papel das marÈs no transporte de merc˙rio.

Questão 32

Segundo a legislaÁ„o brasileira, o limite m·ximo permitido para as concentraÁıes de merc˙rio total È de 500 nanogramas por grama de peso ˙mido. Ainda levando em conta os dados da tabela e o tipo de circulaÁ„o do merc˙rio ao longo da cadeia alimentar, pode-se considerar que a ingest„o, pelo ser humano, de corvinas capturadas nessas regiıes,
  1. A)n„o compromete a sua sa˙de, uma vez que a concentraÁ„o de merc˙rio È sempre menor que o limite m·ximo permitido pela legislaÁ„o brasileira.
  2. B)n„o compromete a sua sa˙de, uma vez que a concentraÁ„o de poluentes diminui a cada novo consumidor que se acrescenta ‡ cadeia alimentar.
  3. C)n„o compromete a sua sa˙de, pois a concentraÁ„o de poluentes aumenta a cada novo consumidor que se acrescenta ‡ cadeia alimentar.
  4. D)deve ser evitada, apenas quando entre as corvinas e eles se interponham outros consumidores, como, por exemplo, peixes de maior porte.
  5. E)deve ser evitada sempre, pois a concentraÁ„o de merc˙rio das corvinas ingeridas se soma ‡ j· armazenada no organismo humano.

Questão 33

Segundo matÈria publicada em um jornal brasileiro, ìTodo o lixo (org‚nico) produzido pelo Brasil hoje ñ cerca de 20 milhıes de toneladas por ano ñ seria capaz de aumentar em 15% a oferta de energia elÈtrica. Isso representa a metade da energia produzida pela hidrelÈtrica de Itaipu. O segredo est· na celulignina, combustÌvel sÛlido gerado a partir de um processo quÌmico a que s„o submetidos os resÌduos org‚nicosî. O Estado de S„o Paulo, 01/01/2001. Independentemente da viabilidade econÙmica desse processo, ainda em fase de pesquisa, na produÁ„o de energia pela tÈcnica citada nessa matÈria, a celulignina faria o mesmo papel
  1. A)do g·s natural em uma usina termoelÈtrica.
  2. B)do vapor dí·gua em uma usina termoelÈtrica.
  3. C)da queda dí·gua em uma usina hidrelÈtrica.
  4. D)das p·s das turbinas em uma usina eÛlica.
  5. E)do reator nuclear em uma usina termonuclear.

Questão 34

Numa ·rea de praia, a brisa marÌtima È uma conseq¸Íncia da diferenÁa no tempo de aquecimento do solo e da ·gua, apesar de ambos estarem submetidos ‡s mesmas condiÁıes irradiaÁ„o solar. No local (solo) que se aquece mais rapidamente, o ar fica mais quente e sobe, deixando uma ·rea de baixa press„o, provocando o deslocamento do ar da superfÌcie que est· mais fria (mar). ¿ noite, ocorre um processo inverso ao que se verifica durante o dia Como a ·gua leva mais tempo para esquentar (de dia), mas tambÈm leva mais tempo para esfriar (‡ noite), o fenÙmeno noturno (brisa terrestre) pode ser explicado da seguinte maneira:
Imagem da questão 34 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
Imagem da questão 34 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)O ar que est· sobre a ·gua se aquece mais; ao subir, deixa uma ·rea de baixa press„o, causando um deslocamento de ar do continente para o mar.
  2. B)O ar mais quente desce e se desloca do continente para a ·gua, a qual n„o conseguiu reter calor durante o dia.
  3. C)O ar que est· sobre o mar se esfria e dissolve-se na ·gua; forma-se, assim, um centro de baixa press„o, que atrai o ar quente do continente.
  4. D)O ar que est· sobre a ·gua se esfria, criando um centro de alta press„o que atrai massas de ar continental.
  5. E)O ar sobre o solo, mais quente, È deslocado para o mar, equilibrando a baixa temperatura do ar que est· sobre o mar.

Questão 36

A chuva È determinada, em grande parte, pela topografia e pelo padr„o dos grandes movimentos atmosfÈricos ou de metereolÛgicos. O gr·fico mostra a precipitaÁ„o anual mÈdia (linhas verticais) em relaÁ„o ‡ altitude (curvas) em uma regi„o em estudo. De uma an·lise ambiental desta regi„o concluiu-se que: I. Ventos oce‚nicos carregados de umidade depositam a maior parte desta umidade, sob a forma de chuva, nas encostas da serra voltadas para o oceano. II. Como resultado da maior precipitaÁ„o nas encostas da serra, surge uma regi„o de possÌvel desertificaÁ„o do outro lado dessa serra. III. Os animais e as plantas encontram melhores condiÁıes de vida, sem perÌodos prolongados de seca, nas ·reas distantes 25km e 100km, aproximadamente, do oceano. … correto o que se afirma em:
Imagem da questão 36 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)I, apenas.
  2. B)I e II, apenas.
  3. C)I e III, apenas.
  4. D)II e III, apenas.
  5. E)I, II e III.

Questão 38

A capa de uma revista de grande circulaÁ„o trazia a seguinte informaÁ„o, relativa a uma reportagem daquela ediÁ„o: ìO brasileiro diz que È feliz na cama, mas debaixo dos lenÁÛis 47% n„o sentem vontade de fazer sexoî. O texto abaixo, no entanto, adaptado da mesma reportagem, mostra que o dado acima est· errado: ìOutro problema predominantemente feminino È a falta de desejo − 35% das mulheres n„o sentem nenhuma vontade de ter relaÁıes. J· entre os homens, apenas 12% se queixam de falta de desejoî. Considerando que o n˙mero de homens na populaÁ„o seja igual ao de mulheres, a porcentagem aproximada de brasileiros que n„o sentem vontade de fazer sexo, de acordo com a reportagem, È
  1. A)12%.
  2. B)24%.
  3. C)29%.
  4. D)35%.
  5. E)50%.

Questão 39

Considere o papel da tÈcnica no desenvolvimento da constituiÁ„o de sociedades e trÍs invenÁıes tecnolÛgicas que marcaram esse processo: invenÁ„o do arco e flecha nas civilizaÁıes primitivas, locomotiva nas civilizaÁıes do sÈculo XIX e televis„o nas civilizaÁıes modernas. A respeito dessas invenÁıes s„o feitas as seguintes afirmaÁıes: I. A primeira ampliou a capacidade de aÁ„o dos braÁos, provocando mudanÁas na forma de organizaÁ„o social e na utilizaÁ„o de fontes de alimentaÁ„o. II. A segunda tornou mais eficiente o sistema de transporte, ampliando possibilidades de locomoÁ„o e provocando mudanÁas na vis„o de espaÁo e de tempo. III. A terceira possibilitou um novo tipo de lazer que, envolvendo apenas participaÁ„o passiva do ser humano, n„o provocou mudanÁas na sua forma de conceber o mundo. Est· correto o que se afirma em:
  1. A)I, apenas.
  2. B)I e II, apenas.
  3. C)I e III, apenas.
  4. D)II e III, apenas.
  5. E)I, II e III.

Questão 41

Considerando que o Calend·rio MuÁulmano teve inÌcio em 622 da era crist„ e que cada 33 anos muÁulmanos correspondem a 32 anos crist„os, È possÌvel estabelecer uma correspondÍncia aproximada de anos entre os dois calend·rios, dada por: (C = Anos Crist„os e M = Anos MuÁulmanos)
  1. A)C = M + 622 ñ (M/33).
  2. B)C = M ñ 622 + (C - 622/32).
  3. C)C = M ñ 622 ñ (M/33).
  4. D)C = M ñ 622 + (C - 622/33).
  5. E)C = M + 622 ñ (M/32).

Questão 42

O ano muÁulmano È composto de 12 meses, dentre eles o Ramad„, mÍs sagrado para os muÁulmanos que, em 2001, teve inÌcio no mÍs de novembro do Calend·rio Crist„o, conforme a figura que segue. Considerando as caracterÌsticas do Calend·rio MuÁulmano, È possÌvel afirmar que, em 2001, o mÍs Ramad„ teve inÌcio, para o Ocidente, em
Figura da questão 42 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)01 de novembro.
  2. B)08 de novembro.
  3. C)16 de novembro.
  4. D)20 de novembro.
  5. E)28 de novembro.

Questão 45

Um jornalista publicou um texto do qual est„o transcritos trechos do primeiro e do ˙ltimo par·grafos: ì ëMam„ezinha, minhas m„ozinhas v„o crescer de novo?í Jamais esquecerei a cena que vi, na TV francesa, de uma menina da Costa do Marfim falando com a enfermeira que trocava os curativos de seus dois cotos de braÁos. (...) î. . ...................................................................................................... ìComo manter a paz num planeta onde boa parte da humanidade n„o tem acesso ‡s necessidade b·sicas mais elementares? (...) Como reduzir o abismo entre o camponÍs afeg„o, a crianÁa faminta do Sud„o, o Severino da cesta b·sica e o corretor de Wall Street? Como explicar ao menino de Bagd· que morre por falta de remÈdios, bloqueados pelo Ocidente, que o mal se abateu sobre Manhattan? Como dizer aos chechenos que o que aconteceu nos Estados Unidos È um absurdo? Vejam Grozny, a capital da ChechÍnia, arrasada pelos russos. AlguÈm se incomodou com os sofrimentos e as milhares de vÌtimas civis, inocentes, desse massacre? Ou como explicar ‡ menina da Costa do Marfim o sentido da palavra ëcivilizaÁ„oí quando ela descobrir que suas m„os n„o crescer„o jamais? î. UTZERI, Fritz. Jornal do Brasil, 17/09/2001. Apresentam-se, abaixo, algumas afirmaÁıes tambÈm retiradas do mesmo texto. Aquela que explicita uma resposta do autor para as perguntas feitas no trecho citado È:
  1. A)ìtristeza e indignaÁ„o s„o grandes porque os atentados ocorreram em Nova Iorqueî.
  2. B)ìao longo da histÛria, o homem civilizado globalizou todas as suas mazelasî.
  3. C)ìa Europa nos explorou vergonhosamenteî.
  4. D)ìo neoliberalismo institui o deus mercado que tudo resolveî.
  5. E)ìos negÛcios das ind˙strias de armas continuam de vento em popaî.

Questão 46

A leitura do poema DescriÁ„o da guerra em Guernica traz ‡ lembranÁa o famoso quadro de Picasso. Entra pela janela o anjo camponÍs; com a terceira luz na m„o; minucioso, habituado aos interiores de cereal, aos utensÌlios que dormem na fuligem; os seus olhos rurais n„o compreendem bem os sÌmbolos desta colheita: hÈlices, motores furiosos; e estende mais o braÁo; planta no ar, como uma ·rvore a chama do candeeiro. (...) Carlos de Oliveira in ANDRADE, EugÈnio. Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa. Porto: Campo das Letras, 1999. Uma an·lise cuidadosa do quadro permite que se identifiquem as cenas referidas nos trechos do poema. Podem ser relacionadas ao texto lido as partes:
Quadro da questão 46 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)a1, a2, a3
  2. B)f1, e1, d1
  3. C)e1, d1, c1
  4. D)c1, c2, c3
  5. E)e1, e2, e3

Questão 47

O diagrama mostra a utilizaÁ„o das diferentes fontes de energia no cen·rio mundial. Embora aproximadamente um terÁo de toda energia prim·ria seja orientada ‡ produÁ„o de eletricidade, apenas 10% do total s„o obtidos em forma de energia elÈtrica ˙til. A pouca eficiÍncia do processo de produÁ„o de eletricidade deve-se, sobretudo, ao fato de as usinas
  1. A)nucleares utilizarem processos de aquecimento, nos quais as temperaturas atingem milhıes de graus Celsius, favorecendo perdas por fiss„o nuclear.
  2. B)termelÈtricas utilizarem processos de aquecimento a baixas temperaturas, apenas da ordem de centenas de graus Celsius, o que impede a queima total dos combustÌveis fÛsseis.
  3. C)hidrelÈtricas terem o aproveitamento energÈtico baixo, uma vez que parte da ·gua em queda n„o atinge as p·s das turbinas que acionam os geradores elÈtricos.
  4. D)nucleares e termelÈtricas utilizarem processos de transformaÁ„o de calor em trabalho ˙til, no qual as perdas de calor s„o sempre bastante elevadas.
  5. E)termelÈtricas e hidrelÈtricas serem capazes de utilizar diretamente o calor obtido do combustÌvel para aquecer a ·gua, sem perda para o meio.

Questão 48

Em marÁo de 2001, o presidente dos Estados Unidos da AmÈrica, George W. Bush, causou polÍmica ao contestar o pacto de Kyoto, dizendo que o acordo È prejudicial ‡ economia norte- americana em um momento em que o paÌs passa por uma crise de energia (...) O protocolo de Kyoto prevÍ que os paÌses industrializados reduzam suas emissıes de CO2 atÈ 2012 em 5,2%, em relaÁ„o aos nÌveis de 1990. Adaptado da Folha de S„o Paulo, 11/04/2001. O gr·fico mostra o total de CO2 emitido nos ˙ltimos 50 anos por alguns paÌses, juntamente com os valores de emiss„o m·xima de CO2 por habitante no ano de 1999. Dados populacionais aproximados (n∫ de habitantes): - EUA: 240 milhıes - BRASIL: 160 milhıes Se o Brasil mantivesse constante a sua populaÁ„o e o seu Ìndice anual m·ximo de emiss„o de CO2, o tempo necess·rio para o Brasil atingir o acumulado atual dos EUA seria, aproximadamente, igual a
  1. A)60 anos.
  2. B)230 anos.
  3. C)460 anos.
  4. D)850 anos.
  5. E)1340 anos.

Questão 49

Nos peixamentos ñ designaÁ„o dada ‡ introduÁ„o de peixes em sistemas aqu·ticos, nos quais a qualidade da ·gua reduziu as populaÁıes nativas de peixes ñ podem ser utilizados peixes importados de outros paÌses, peixes produzidos em unidades de piscicultura ou, como È o caso da grande maioria dos peixamentos no Brasil, de peixes capturados em algum ambiente natural e liberados em outro. Recentemente comeÁaram a ser utilizados peixes hÌbridos, como os ìpaquisî, obtidos por cruzamentos entre pacu e tambaqui; tambÈm È hÌbrida a espÈcie conhecida como surubim ou pintado, piscÌvoro de grande porte. Em alguns julgamentos de crimes ambientais, as sentenÁas, de modo geral, condenam empresas culpadas pela reduÁ„o da qualidade de cursos dí·gua a realizarem peixamentos. Em geral, os peixamentos tendem a ser repetidos muitas vezes numa mesma ·rea. A respeito da realizaÁ„o de peixamentos pelas empresas infratoras, pode-se considerar que essa penalidade
  1. A)n„o leva mais em conta os efeitos da poluiÁ„o industrial, mas sim as suas causas.
  2. B)faz a devida diferenciaÁ„o entre quantidade de peixes e qualidade ambiental.
  3. C)È indutora de aÁ„o que reverte uma das causas b·sicas da poluiÁ„o.
  4. D)confunde quantidade de peixes com boa qualidade ambiental dos cursos dí·gua.
  5. E)obriga o poluidor a pagar pelos prejuÌzos ambientais que causa e a deixar de poluir.

Questão 50

Comer com as m„os era um h·bito comum na Europa, no sÈculo XVI. A tÈcnica empregada pelo Ìndio no Brasil e por um portuguÍs de Portugal era, ali·s, a mesma: apanhavam o alimento com trÍs dedos da m„o direita (polegar, indicador e mÈdio) e atiravam-no para dentro da boca. Um viajante europeu de nome Freireyss, de passagem pelo Rio de Janeiro, j· no sÈculo XIX, conta como ìnas casas das roÁas despejam-se simplesmente alguns pratos de farinha sobre a mesa ou num balainho, donde cada um se serve com os dedos, arremessando, com um movimento r·pido, a farinha na boca, sem que a mÌnima parcela caia para foraî. Outros viajantes oitocentistas, como John Luccock, Carl Seidler, Tollenare e Maria Graham descrevem esse h·bito em todo o Brasil e entre todas as classes sociais. Mas para Saint-Hilaire, os brasileirosìlanÁam a [farinha de mandioca] ‡ boca com uma destreza adquirida, na origem, dos indÌgenas, e que ao europeu muito custa imitarî. AluÌsio de Azevedo, em seu romance Gir‚ndola de amores (1882), descreve com realismo os h·bitos de uma senhora abastada que sÛ saboreava a moqueca de peixe ìsem talher, ‡ m„oî. Dentre as palavras listadas abaixo, assinale a que traduz o elemento comum ‡s descriÁıes das pr·ticas alimentares dos brasileiros feitas pelos diferentes autores do sÈculo XIX citados no texto.
  1. A)Regionalismo (car·ter da literatura que se baseia em costumes e tradiÁıes regionais).
  2. B)Intoler‚ncia (n„o-admiss„o de opiniıes diversas das suas em questıes sociais, polÌticas ou religiosas).
  3. C)Exotismo (car·ter ou qualidade daquilo que n„o È indÌgena; estrangeiro; excÍntrico, extravagante).
  4. D)Racismo (doutrina que sustenta a superioridade de certas raÁas sobre outras).
  5. E)Sincretismo (fus„o de elementos culturais diversos, ou de culturas distintas ou de diferentes sistemas sociais).

Questão 51

Um grupo de pescadores pretende passar um final de semana do mÍs de setembro, embarcado, pescando em um rio. Uma das exigÍncias do grupo È que, no final de semana a ser escolhido, as noites estejam iluminadas pela lua o maior tempo possÌvel. A figura representa as fases da lua no perÌodo proposto. Considerando-se as caracterÌsticas de cada uma das fases da lua e o comportamento desta no perÌodo delimitado, pode-se afirmar que, dentre os fins de semana, o que melhor atenderia ‡s exigÍncias dos pescadores corresponde aos dias
  1. A)08 e 09 de setembro.
  2. B)15 e 16 de setembro.
  3. C)22 e 23 de setembro.
  4. D)29 e 30 de setembro.
  5. E)06 e 07 de outubro.

Questão 53

Good-bye ìN„o È mais boa noite, nem bom dia SÛ se fala good morning, good night J· se desprezou o lampi„o de querosene L· no morro sÛ se usa a luz da Light Oh yes!î A marchinha Good-bye, composta por Assis Valente h· cerca de 50 anos, refere-se ao ambiente das favelas dos morros cariocas. A estrofe citada mostra
  1. A)como a quest„o do racionamento da energia elÈtrica, bem como a da penetraÁ„o dos anglicismos no vocabul·rio brasileiro, iniciaram-se em meados do sÈculo passado.
  2. B)como a modernidade, associada simbolicamente ‡ eletrificaÁ„o e ao uso de anglicismos, atingia toda a populaÁ„o brasileira, mas tambÈm como, a despeito disso, persistia a desigualdade social.
  3. C)como as populaÁıes excluÌdas se apropriavam aos poucos de elementos de modernidade, saindo de uma situaÁ„o de exclus„o social, o que È sugerido pelo tÌtulo da m˙sica.
  4. D)os resultados benÈficos da polÌtica de boa vizinhanÁa norte-americana, que permitia aos poucos que o Brasil se inserisse numa cultura e economia globalizadas.
  5. E)o desprezo do compositor pela cultura e pelas condiÁıes de vida atrasadas caracterÌsticas do ìmorroî, isto È, dos bairros pobres da cidade do Rio de Janeiro.

Questão 54

A tabela refere-se a um estudo realizado entre 1994 e 1999 sobre violÍncia sexual com pessoas do sexo feminino no Brasil. A partir dos dados da tabela e para o grupo feminino estudado, s„o feitas as seguintes afirmaÁıes: I. A mulher n„o È poupada da violÍncia sexual domÈstica em nenhuma das faixas et·rias indicadas. II. A maior parte das mulheres adultas È agredida por parentes consang¸Ìneos. III. As adolescentes s„o vÌtimas de quase todos os tipos de agressores. IV. Os pais, biolÛgicos, adotivos e padrastos, s„o autores de mais de 1/3 dos casos de violÍncia sexual envolvendo crianÁas. … verdadeiro apenas o que se afirma em
Tabela da questão 54 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)I e III.
  2. B)I e IV.
  3. C)II e IV.
  4. D)I, III e IV.
  5. E)II, III e IV.

Questão 55

As cidades de Quito e Cingapura encontram-se prÛximas ‡ linha do equador e em pontos diametralmente opostos no globo terrestre. Considerando o raio da Terra igual a 6370 km, pode-se afirmar que um avi„o saindo de Quito, voando em mÈdia 800 km/h, descontando as paradas de escala, chega a Cingapura em aproximadamente
  1. A)16 horas.
  2. B)20 horas.
  3. C)25 horas.
  4. D)32 horas.
  5. E)36 horas.

Questão 56

A crÙnica muitas vezes constitui um espaÁo para reflex„o sobre aspectos da sociedade em que vivemos. ìEu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braÁo, falou qualquer coisa que n„o entendi. Fui logo dizendo que n„o tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. N„o estava. Queria saber a hora. Talvez n„o fosse um Menino De FamÌlia, mas tambÈm n„o era um Menino De Rua. … assim que a gente divide. Menino De FamÌlia È aquele bem-vestido com tÍnis da moda e camiseta de marca, que usa relÛgio e a m„e d· outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua È aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com forÁa porque pensa que ele È pivete, trombadinha, ladr„o. (...) Na verdade n„o existem meninos De rua. Existem meninos NA rua. E toda vez que um menino est· NA rua È porque alguÈm o botou l·. Os meninos n„o v„o sozinhos aos lugares. Assim como s„o postos no mundo, durante muitos anos tambÈm s„o postos onde quer que estejam. Resta ver quem os pıe na rua. E por quÍ.î COLASSANTI, Marina. In: Eu sei, mas n„o devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. No terceiro par·grafo em ì... n„o existem meninos De rua. Existem meninos NA rua.î, a troca de De pelo Na determina que a relaÁ„o de sentido entre ìmeninoî e ìruaî seja
  1. A)de localizaÁ„o e n„o de qualidade.
  2. B)de origem e n„o de posse.
  3. C)de origem e n„o de localizaÁ„o.
  4. D)de qualidade e n„o de origem.
  5. E)de posse e n„o de localizaÁ„o.

Questão 57

O Puma concolor (suÁuarana, puma, le„o da montanha) È o maior felino das AmÈricas, com uma distribuiÁ„o biogeogr·fica que se estende da PatagÙnia ao Canad·. O padr„o de distribuiÁ„o mostrado na figura est· associado a possÌveis caracterÌsticas desse felino: I. … muito resistente a doenÁas. II. … facilmente domestic·vel e criado em cativeiro. III. … tolerante a condiÁıes clim·ticas diversas. IV. Ocupa diversos tipos de formaÁıes vegetais. CaracterÌsticas desse felino compatÌveis com sua distribuiÁ„o biogeogr·fica est„o evidenciadas apenas em
  1. A)I e II.
  2. B)I e IV.
  3. C)III e IV.
  4. D)I, II e IV.
  5. E)II, III e IV.

Questão 58

Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592) compara, nos trechos, as guerras das sociedades Tupinamb· com as chamadas ìguerras de religi„oî dos franceses que, na segunda metade do sÈculo XVI, opunham catÛlicos e protestantes. ì(Ö) n„o vejo nada de b·rbaro ou selvagem no que dizem daqueles povos; e, na verdade, cada qual considera b·rbaro o que n„o se pratica em sua terra. (Ö) N„o me parece excessivo julgar b·rbaros tais atos de crueldade [o canibalismo] , mas que o fato de condenar tais defeitos n„o nos leve ‡ cegueira acerca dos nossos. Estimo que È mais b·rbaro comer um homem vivo do que o comer depois de morto; e È pior esquartejar um homem entre suplÌcios e tormentos e o queimar aos poucos, ou entreg·-lo a c„es e porcos, a pretexto de devoÁ„o e fÈ, como n„o somente o lemos mas vimos ocorrer entre vizinhos nossos conterr‚neos; e isso em verdade È bem mais grave do que assar e comer um homem previamente executado. (Ö) Podemos portanto qualificar esses povos como b·rbaros em dando apenas ouvidos ‡ inteligÍncia, mas nunca se compararmos a nÛs mesmos, que os excedemos em toda sorte de barbaridades.î MONTAIGNE, Michel Eyquem de, Ensaios, S„o Paulo: Nova Cultural, 1984. De acordo com o texto, pode-se afirmar que, para Montaigne,
  1. A)a idÈia de relativismo cultural baseia-se na hipÛtese da origem ˙nica do gÍnero humano e da sua religi„o.
  2. B)a diferenÁa de costumes n„o constitui um critÈrio v·lido para julgar as diferentes sociedades.
  3. C)os indÌgenas s„o mais b·rbaros do que os europeus, pois n„o conhecem a virtude crist„ da piedade.
  4. D)a barb·rie È um comportamento social que pressupıe a ausÍncia de uma cultura civilizada e racional.
  5. E)a ingenuidade dos indÌgenas equivale ‡ racionalidade dos europeus, o que explica que os seus costumes s„o similares.

Questão 59

Nas discussıes sobre a existÍncia de vida fora da Terra, Marte tem sido um forte candidato a hospedar vida. No entanto, h· ainda uma enorme variaÁ„o de critÈrios e consideraÁıes sobre a habitabilidade de Marte, especialmente no que diz respeito ‡ existÍncia ou n„o de ·gua lÌquida. Alguns dados comparativos entre a Terra e Marte est„o apresentados na tabela. Com base nesses dados, È possÌvel afirmar que, dentre os fatores abaixo, aquele mais adverso ‡ existÍncia de ·gua lÌquida em Marte È sua
Tabela da questão 59 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)grande dist‚ncia ao Sol.
  2. B)massa pequena.
  3. C)aceleraÁ„o da gravidade pequena.
  4. D)atmosfera rica em CO2 .
  5. E)temperatura mÈdia muito baixa. As ·reas numeradas no gr·fico mostram a composiÁ„o em volume, aproximada, dos gases na atmosfera terrestre, desde a sua formaÁ„o atÈ os dias atuais.

Questão 60

Considerando apenas a composiÁ„o atmosfÈrica, isolando outros fatores, pode-se afirmar que: I. n„o podem ser detectados fÛsseis de seres aerÛbicos anteriores a 2,9 bilhıes de anos. II. as grandes florestas poderiam ter existido h· aproximadamente 3,5 bilhıes de anos. III. o ser humano poderia existir h· aproximadamente 2,5 bilhıes de anos. Baixado de www.acheprovas.com (sem modifição do conteúdo original). … correto o que se afirma em
  1. A)I, apenas.
  2. B)II, apenas.
  3. C)I e II, apenas.
  4. D)II e III, apenas.
  5. E)I, II e III.

Questão 61

No que se refere ‡ composiÁ„o em volume da atmosfera terrestre h· 2,5 bilhıes de anos, pode-se afirmar que o volume de oxigÍnio, em valores percentuais, era de, aproximadamente,
  1. A)95%.
  2. B)77%.
  3. C)45%.
  4. D)21%.
  5. E)5%.

Questão 62

ìA idade da pedra chegou ao fim, n„o porque faltassem pedras; a era do petrÛleo chegar· igualmente ao fim, mas n„o por falta de petrÛleoî. Xeque Yamani, Ex-ministro do PetrÛleo da Ar·bia Saudita. O Estado de S. Paulo, 20/08/2001. Considerando as caracterÌsticas que envolvem a utilizaÁ„o das matÈrias-primas citadas no texto em diferentes contextos histÛrico-geogr·ficos, È correto afirmar que, de acordo com o autor, a exemplo do que aconteceu na Idade da Pedra, o fim da era do PetrÛleo estaria relacionado
  1. A)‡ reduÁ„o e esgotamento das reservas de petrÛleo.
  2. B)ao desenvolvimento tecnolÛgico e ‡ utilizaÁ„o de novas fontes de energia.
  3. C)ao desenvolvimento dos transportes e conseq¸ente aumento do consumo de energia.
  4. D)ao excesso de produÁ„o e conseq¸ente desvalorizaÁ„o do barril de petrÛleo.
  5. E)‡ diminuiÁ„o das aÁıes humanas sobre o meio ambiente.

Questão 63

De acordo com a histÛria em quadrinhos protagonizada por Hagar e seu filho Hamlet, pode-se afirmar que a postura de Hagar
Imagem da questão 63 da prova Prova do ENEM 2002 - Prova Amarela
  1. A)valoriza a existÍncia da diversidade social e de culturas, e as v·rias representaÁıes e explicaÁıes desse universo.
  2. B)desvaloriza a existÍncia da diversidade social e as v·rias culturas, e determina uma ˙nica explicaÁ„o para esse universo.
  3. C)valoriza a possibilidade de explicar as sociedades e as culturas a partir de v·rias visıes de mundo.
  4. D)valoriza a pluralidade cultural e social ao aproximar a vis„o de mundo de navegantes e n„o-navegantes.
  5. E)desvaloriza a pluralidade cultural e social, ao considerar o mundo habitado apenas pelos navegantes.

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