Sobre o(a) ALMT
A ALMT é a sigla usada para se referir à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, órgão do Poder Legislativo estadual. Na prática, é a “casa de leis” do estado: é ali que tramitam projetos de lei estaduais, propostas de emendas à constituição estadual, comissões temáticas, fiscalizações sobre políticas públicas e a atuação de órgãos do Executivo, além de audiências públicas e debates com participação social.
Para o candidato, entender a natureza de uma assembleia legislativa ajuda a antecipar o tipo de trabalho e o perfil das áreas internas. A ALMT combina rotinas típicas de um parlamento (processo legislativo, comissões, sessões, redação e técnica legislativa, apoio a gabinetes e liderança) com rotinas de uma organização grande, com áreas administrativas, tecnologia, engenharia, saúde ocupacional, comunicação institucional e, em muitos casos, estrutura de TV ou comunicação pública vinculada à casa.
A sede institucional é na capital do estado, Cuiabá, com atuação voltada a todo o território mato-grossense. Sobre números de servidores, lei de criação específica (número e ano) e dados oficiais como organograma vigente e quantitativos por carreira, eu não tenho segurança para afirmar sem risco de erro, então não vou cravar. O ponto importante, para fins de preparação, é: assembleias legislativas costumam ter quadro efetivo relevante, com carreiras de apoio legislativo e administrativo, e também uma parcela de comissionados em gabinetes, o que impacta a dinâmica de lotação e o perfil das atividades.
História e estrutura
As assembleias legislativas estaduais, de modo geral, são instituições que acompanham a organização político-administrativa do estado, com períodos de reorganização institucional ao longo do tempo (mudanças constitucionais, reformas administrativas, modernização tecnológica e profissionalização de áreas de suporte). Em termos de funcionamento, a atividade finalística é orientada pelo processo legislativo: proposição, tramitação, análise em comissões, votação em plenário, redação final, encaminhamentos e acompanhamento.
Na estrutura típica de uma assembleia, você tende a encontrar:
- áreas diretamente ligadas à atividade legislativa, por exemplo, secretaria legislativa, taquigrafia, apoio às comissões, consultoria ou assessoria técnico-legislativa (quando existe como carreira), protocolo legislativo, gestão de sessões.
- áreas administrativas, por exemplo, gestão de pessoas, orçamento e finanças, compras e contratos, patrimônio, almoxarifado, arquivo, manutenção predial.
- áreas de tecnologia, com redes, suporte, sistemas corporativos, banco de dados e segurança da informação.
- comunicação institucional, que pode incluir jornalismo, publicidade, relações públicas e, em algumas casas, produção audiovisual e programação de TV institucional.
- saúde e assistência ao servidor, com perfis como enfermagem, fisioterapia, psicologia e serviço social, dependendo do desenho organizacional.
Para o candidato, o valor prático disso é simples: mesmo que seu cargo não seja “legislativo” no nome, o ambiente é fortemente marcado por prazos, agendas de sessões, demandas de gabinetes e necessidade de formalização. Em TI e comunicação, por exemplo, é comum a necessidade de disponibilidade em momentos críticos (sessões, transmissões, eventos), e isso costuma influenciar escala, prioridades e gestão de incidentes.
Sobre “dirigente atual”, presidência e mesa diretora mudam ao longo do tempo e dependem da legislatura, então eu não vou afirmar um nome específico aqui.
Concursos públicos do ALMT
No acervo informado, há provas do ano de 2013, com banca FGV, e um conjunto amplo de cargos, incluindo áreas administrativas, TI, engenharia, saúde, comunicação e apoio.
Como você pediu para não inventar dados, eu não vou preencher número de vagas, salários e situação de homologação sem confirmação. Em vez disso, vou organizar o que é possível afirmar com segurança a partir do que você forneceu (ano, banca e cargos com provas cadastradas) e, principalmente, explicar como isso se traduz em estratégia.
Edições com provas no acervo (ordem cronológica reversa)
| Ano | Banca | Cargos com provas no acervo | Situação / observação |
|---|
| 2013 | FGV | 28 | Provas cadastradas no acervo; usar como base para mapear padrão da banca por área |
Cargos com provas cadastradas (2013)
- Analista de Sistemas, Administração de Rede de Segurança
- Analista de Sistemas, Banco de Dados
- Analista de Sistemas, Organização, Sistemas e Métodos
- Analista de Sistemas, Programador
- Almoxarife
- Arquiteto
- Arquivista da TV
- Arquivista Documental
- Assistente Social
- Bibliotecário
- Contador
- Economista
- Engenheiro Civil
- Engenheiro Eletricista
- Engenheiro de Segurança do Trabalho
- Enfermeiro
- Fisioterapeuta
- Jornalista
- Motorista
- Professor de Espanhol
- Professor de Inglês
- Professor de Português
- Produtor Programador da TV
- Psicólogo
- Publicitário
- Serviços Gerais
- Técnico em Informática, Rede e Telefonia
- Técnico em Informática, Suporte
O que isso sugere, do ponto de vista de preparação: o concurso não ficou restrito a “área meio”, ele cobriu um espectro de carreiras típico de uma estrutura grande e multifuncional, inclusive com ênfase em TI e comunicação. Para quem estuda hoje, a utilidade das provas de 2013 está em duas frentes:
- entender como a banca cobra conhecimentos gerais (português, RLM, atualidades ou noções de administração pública, quando presentes) e o estilo de enunciado.
- calibrar o nível e a profundidade das específicas por área (por exemplo, redes e segurança, banco de dados, arquivologia, contabilidade pública, engenharia).
Cargos e remuneração
Sem dados oficiais consolidados aqui, eu não vou indicar salário inicial nem afirmar plano de carreira específico. Ainda assim, dá para orientar de modo útil: (1) qual é a escolaridade tipicamente exigida, (2) o que se faz no dia a dia, (3) onde costuma ficar lotado, (4) como a FGV costuma transformar isso em prova.
Abaixo, descrevo os cargos do acervo em “famílias” de atuação, e, quando fizer sentido, separo por cargo com #### para você enxergar claramente o que estudar e como.
Analista de Sistemas, Administração de Rede de Segurança
- Escolaridade: Tipicamente nível superior na área de TI (ou formação correlata aceita em edital) e, quando exigido, registro ou certificações, conforme regras do edital.
- Atribuições típicas: Administração de infraestrutura de redes, segmentação, firewall, políticas de segurança, gestão de acessos, monitoração, resposta a incidentes, hardening, documentação e padrões.
- Jornada: Em geral, 40 horas semanais (pode haver plantões ou sobreaviso em ambientes críticos).
- Lotação: Área de TI corporativa, data center, infraestrutura, segurança da informação.
- Como isso cai na prova: A FGV tende a cobrar conceitos com pegadinhas de terminologia e comparações, por exemplo, diferenças entre autenticação e autorização, modelos de controle de acesso, camadas OSI, criptografia simétrica e assimétrica, protocolos e boas práticas.
Analista de Sistemas, Banco de Dados
- Escolaridade: Tipicamente nível superior em TI.
- Atribuições típicas: Modelagem de dados, administração de SGBD, tuning, backup e recovery, alta disponibilidade, governança de dados, controle de acesso, auditoria e integridade.
- Jornada: Em geral, 40 horas semanais.
- Lotação: TI, dados, sistemas corporativos.
- Como isso cai na prova: Questões conceituais e aplicadas sobre normalização, transações, isolamento, integridade, SQL, índices, planos de execução, além de segurança e backup.
Analista de Sistemas, Organização, Sistemas e Métodos
- Escolaridade: Tipicamente nível superior (TI, Administração, Engenharias ou áreas aceitas conforme edital).
- Atribuições típicas: Levantamento e redesenho de processos, mapeamento AS IS e TO BE, documentação, requisitos, governança, melhoria contínua, apoio à implantação de sistemas.
- Jornada: Em geral, 40 horas semanais.
- Lotação: TI, gestão de processos, planejamento.
- Como isso cai na prova: Processos, requisitos, BPM, qualidade, noções de gestão pública e controles, com enunciados que pedem o “melhor conceito” e exploram exceções.
Analista de Sistemas, Programador
- Escolaridade: Tipicamente nível superior em TI.
- Atribuições típicas: Desenvolvimento e manutenção de sistemas, integração, versionamento, testes, correção de bugs, documentação e suporte a sistemas internos.
- Jornada: Em geral, 40 horas semanais.
- Lotação: Fábrica de software interna, TI de sistemas.
- Como isso cai na prova: Lógica, engenharia de software, banco de dados, arquitetura, segurança básica, testes, e frequentemente leitura de trechos de código ou pseudocódigo.
Técnico em Informática, Rede e Telefonia
- Escolaridade: Tipicamente nível técnico em informática, redes ou telecom.
- Atribuições típicas: Suporte a rede local, cabeamento, switches, roteadores básicos, VoIP ou telefonia, configuração de estações, inventário e chamados.
- Jornada: Em geral, 40 horas semanais.
- Lotação: Infraestrutura de TI.
- Como isso cai na prova: Conceitos de rede, equipamentos, IP, topologias, noções de segurança e atendimento.
Técnico em Informática, Suporte
- Escolaridade: Tipicamente nível técnico.
- Atribuições típicas: Suporte ao usuário, sistemas operacionais, suíte de escritório, periféricos, instalação, atendimento e registro de chamados.
- Jornada: Em geral, 40 horas semanais.
- Lotação: Service desk, suporte de campo.
- Como isso cai na prova: Diagnóstico, fundamentos, boas práticas de atendimento, conceitos de hardware e software.
Contador
- Escolaridade: Nível superior em Ciências Contábeis (e registro profissional quando exigido).
- Atribuições típicas: Contabilidade orçamentária, financeira e patrimonial, conformidade, relatórios, apoio ao controle interno, análise de execução, prestação de contas.
- Jornada: Em geral, 30 a 40 horas semanais (varia por órgão e carreira).
- Lotação: Orçamento e finanças, contabilidade, controle interno.
- Como isso cai na prova: A banca tende a cobrar conceitos com rigor, incluindo contabilidade aplicada ao setor público, princípios, classificação orçamentária, noções de responsabilidade fiscal e leitura de demonstrativos (quando previsto).
Economista
- Escolaridade: Nível superior em Economia (com registro quando exigido).
- Atribuições típicas: Estudos econômicos, análise de impacto, apoio a planejamento e orçamento, indicadores, cenários.
- Jornada: Em geral, 40 horas semanais.
- Lotação: Planejamento, estudos e orçamento.
- Como isso cai na prova: Micro e macro, finanças públicas, análise de indicadores, e itens conceituais com alternativas próximas.
Almoxarife
- Escolaridade: Tipicamente nível médio (com requisitos adicionais conforme edital).
- Atribuições típicas: Recebimento, conferência, armazenamento, controle de estoque, inventário, requisições, organização e movimentação de materiais.
- Jornada: Em geral, 40 horas semanais.
- Lotação: Almoxarifado central, logística interna.
- Como isso cai na prova: Administração de materiais, rotinas de estoque, conferência, controle, e noções de administração pública se previstas.
Serviços Gerais
- Escolaridade: Tipicamente nível fundamental ou médio, conforme edital.
- Atribuições típicas: Apoio operacional, limpeza, conservação, serviços internos, organização de ambientes.
- Jornada: Em geral, 40 horas semanais.
- Lotação: Unidades administrativas e operacionais.
- Como isso cai na prova: Quando há prova, costuma focar em língua portuguesa básica, matemática básica e conhecimentos gerais, além de normas e rotinas internas se previstas.
Motorista
- Escolaridade: Tipicamente nível fundamental ou médio, CNH na categoria exigida no edital.
- Atribuições típicas: Condução de veículos oficiais, transporte de autoridades e servidores, cumprimento de rotas e agendas, zelo pelo veículo, registro de ocorrências.
- Jornada: Em geral, 40 horas semanais, com possibilidade de horários variáveis.
- Lotação: Setor de transporte e logística.
- Como isso cai na prova: Legislação de trânsito, direção defensiva, manutenção básica e conduta.
Arquiteto
- Escolaridade: Nível superior em Arquitetura e Urbanismo, com registro profissional.
- Atribuições típicas: Projetos arquitetônicos, reformas, compatibilização, acompanhamento, especificações, acessibilidade, apoio a contratação e fiscalização.
- Jornada: Em geral, 30 a 40 horas semanais.
- Lotação: Engenharia e arquitetura, manutenção predial.
- Como isso cai na prova: Normas técnicas, acessibilidade, projetos, leitura de especificações e noções de licitações e contratos quando previsto.
Engenheiro Civil
- Escolaridade: Nível superior em Engenharia Civil, com registro profissional.
- Atribuições típicas: Projetos e fiscalização de obras, medições, laudos, manutenção, orçamentação, segurança e conformidade.
- Jornada: Em geral, 30 a 40 horas semanais.
- Lotação: Engenharia, infraestrutura.
- Como isso cai na prova: Materiais, estruturas, instalações, orçamento de obras, e legislação administrativa quando aplicável.
Engenheiro Eletricista
- Escolaridade: Nível superior em Engenharia Elétrica, com registro profissional.
- Atribuições típicas: Manutenção e projeto de instalações elétricas, sistemas de energia, aterramento, SPDA, compatibilização, fiscalização de contratos.
- Jornada: Em geral, 30 a 40 horas semanais.
- Lotação: Manutenção e engenharia.
- Como isso cai na prova: Normas e fundamentos de instalações, dimensionamento, segurança.
Engenheiro de Segurança do Trabalho
- Escolaridade: Nível superior em engenharia com especialização em segurança do trabalho, conforme edital.
- Atribuições típicas: Gestão de riscos ocupacionais, programas de segurança, inspeções, laudos, treinamentos, apoio a SESMT quando existente.
- Jornada: Em geral, 30 a 40 horas semanais.
- Lotação: Saúde e segurança, gestão de pessoas.
- Como isso cai na prova: Legislação e normas de segurança, gerenciamento de riscos e documentação.
Enfermeiro
- Escolaridade: Nível superior em Enfermagem, com registro profissional.
- Atribuições típicas: Atenção à saúde do servidor, triagens, campanhas, apoio em emergências, rotinas ambulatoriais.
- Jornada: Em geral, 30 a 40 horas semanais.
- Lotação: Saúde ocupacional, ambulatório.
- Como isso cai na prova: Fundamentos de enfermagem, saúde coletiva e protocolos, conforme edital.
Fisioterapeuta
- Escolaridade: Nível superior em Fisioterapia, com registro profissional.
- Atribuições típicas: Reabilitação, ergonomia, prevenção, atendimento ao servidor, programas de qualidade de vida.
- Jornada: Em geral, 30 horas semanais em muitos entes, mas depende do edital.
- Lotação: Saúde ocupacional.
- Como isso cai na prova: Conhecimentos específicos e atenção à legislação e ética profissional se cobradas.
Psicólogo
- Escolaridade: Nível superior em Psicologia, com registro profissional.
- Atribuições típicas: Avaliação e acompanhamento, ações de saúde mental, suporte organizacional, treinamentos e intervenções.
- Jornada: Em geral, 30 a 40 horas semanais.
- Lotação: Gestão de pessoas, saúde do servidor.
- Como isso cai na prova: Psicologia organizacional, avaliação, ética e temas de saúde mental.
Assistente Social
- Escolaridade: Nível superior em Serviço Social, com registro profissional.
- Atribuições típicas: Atendimento social, encaminhamentos, programas de assistência, interface com políticas públicas.
- Jornada: Em geral, 30 horas semanais em muitos contextos, conforme edital.
- Lotação: Gestão de pessoas, assistência ao servidor.
- Como isso cai na prova: Políticas sociais, legislação profissional e SUAS quando previsto.
Bibliotecário
- Escolaridade: Nível superior em Biblioteconomia, com registro.
- Atribuições típicas: Gestão de acervo, catalogação, indexação, normalização, atendimento, pesquisa, gestão de biblioteca.
- Jornada: Em geral, 30 a 40 horas semanais.
- Lotação: Biblioteca, centro de documentação.
- Como isso cai na prova: Catalogação, classificação, serviços, normalização e legislação profissional.
Arquivista Documental
- Escolaridade: Nível superior em Arquivologia (conforme exigência comum de editais).
- Atribuições típicas: Gestão documental, classificação e avaliação, tabela de temporalidade, preservação, acesso à informação, protocolo e arquivo.
- Jornada: Em geral, 30 a 40 horas semanais.
- Lotação: Arquivo geral, protocolo, documentação.
- Como isso cai na prova: Arquivologia clássica, gestão de documentos, instrumentos de gestão e legislação de acesso quando prevista.
Arquivista da TV
- Escolaridade: Em geral, superior (arquivologia, biblioteconomia, comunicação ou áreas previstas no edital), a depender do desenho da carreira.
- Atribuições típicas: Tratamento e preservação de acervo audiovisual, catalogação de conteúdo, metadados, direitos de uso, rotinas de backup e armazenamento.
- Jornada: Em geral, 40 horas semanais.
- Lotação: Comunicação institucional, TV legislativa.
- Como isso cai na prova: Interseção de arquivologia com audiovisual, organização de acervos e fluxos.
Jornalista
- Escolaridade: Nível superior em Jornalismo ou Comunicação Social, conforme edital.
- Atribuições típicas: Cobertura institucional, redação, pauta, releases, acompanhamento de sessões, entrevistas, edição, comunicação pública.
- Jornada: Em geral, 30 a 40 horas semanais.
- Lotação: Comunicação, assessoria de imprensa, TV e mídias.
- Como isso cai na prova: Língua portuguesa, teoria e prática jornalística, ética e comunicação pública.
Publicitário
- Escolaridade: Nível superior em Publicidade e Propaganda ou áreas correlatas aceitas.
- Atribuições típicas: Campanhas institucionais, planejamento, criação, mídia, alinhamento com comunicação pública e normas de contratação.
- Jornada: Em geral, 40 horas semanais.
- Lotação: Comunicação.
- Como isso cai na prova: Conceitos de marketing, publicidade institucional, planejamento e redação.
Produtor Programador da TV
- Escolaridade: Pode variar, em geral nível superior em comunicação, rádio e TV, audiovisual, ou conforme edital.
- Atribuições típicas: Planejamento e programação de grade, produção, roteirização, organização de conteúdo, interface com transmissão e equipes.
- Jornada: Em geral, 40 horas semanais, com variações por eventos e transmissões.
- Lotação: TV legislativa, comunicação.
- Como isso cai na prova: Produção audiovisual, programação, linguagem de TV, rotinas de estúdio e transmissão.
Professor de Português, Professor de Inglês, Professor de Espanhol
- Escolaridade: Tipicamente licenciatura na área.
- Atribuições típicas: Atividades educacionais internas, capacitação, ou funções específicas descritas em edital (a existência desses cargos sugere uma área de formação e capacitação, mas a atribuição exata depende do desenho institucional).
- Jornada: Variável conforme edital.
- Lotação: Escola do legislativo, capacitação, ou setor educacional interno quando existente.
- Como isso cai na prova: Didática, conhecimentos específicos da disciplina, legislação educacional se prevista.
Bancas organizadoras
FGV (Fundação Getulio Vargas)
A FGV é uma organizadora tradicional, sediada no Rio de Janeiro, muito presente em concursos de alto volume e carreiras de nível superior. Em provas objetivas, costuma privilegiar enunciados bem escritos, alternativas próximas e cobrança conceitual, com incidência de interpretação e atenção a exceções, e, quando há discursiva, tende a exigir resposta estruturada, com fidelidade a conceitos e capacidade de argumentação.
Pontos práticos do estilo:
- em Língua Portuguesa, a banca costuma explorar interpretação, coesão e coerência, valores semânticos de conectivos, reescrita e efeitos de sentido, com itens em que “duas alternativas parecem certas”, mas uma é mais fiel ao texto.
- em Direito e Administração Pública (quando presentes), é comum a cobrança de letra de lei e conceitos, com armadilhas em termos próximos (competência, princípios, fases, hipóteses).
- em TI, frequentemente há cobrança de fundamentos com precisão terminológica (protocolos, modelos, segurança, engenharia de software), e a diferença entre alternativas pode estar em um detalhe.
Sobre polêmicas, a FGV, como várias bancas grandes, costuma ser questionada administrativamente por candidatos em temas como redação de itens e interpretação de gabarito, mas isso não é um traço exclusivo nem um “sinal” de que a prova é inválida. O que interessa para sua preparação é: treinar com questões da própria banca, revisar erros com método e aprender o vocabulário que ela usa.
Como estudar com as provas anteriores do ALMT
Com provas de 2013 no acervo, você tem um material valioso para duas tarefas que fazem diferença em concurso, reduzir incerteza e ganhar velocidade.
1) Monte seu “caderno de padrões” da FGV para o seu cargo
Faça uma planilha simples (ou um caderno) com colunas:
- Disciplina
- Assunto
- Tipo de cobrança (conceitual, definição, caso prático, interpretação, cálculo, norma)
- Nível de pegadinha (baixo, médio, alto)
- Erro que eu cometi (confundi conceito, não li exceção, faltou fórmula, etc.)
A cada bloco de 20 a 30 questões, você vai perceber repetições. Por exemplo:
- em português, a FGV frequentemente “cobra leitura”, então o erro comum é querer resolver por regra gramatical quando a resposta depende do trecho.
- em TI, ela testa precisão, então o erro comum é estudar por resumos genéricos sem dominar definições.
2) Separe o que é núcleo comum e o que é específico
Mesmo sem afirmar o conteúdo do edital de 2013, a prática em concursos legislativos é ter uma parte de conhecimentos gerais e outra de conhecimentos específicos. A estratégia mais eficiente é:
- Núcleo comum: Língua Portuguesa e, quando houver, noções de administração pública, ética, administração, informática básica (para cargos não TI), RLM.
- Específicas por cargo: o que realmente diferencia sua classificação.
Ordem sugerida de estudo ao usar provas antigas:
- primeiro, resolva provas inteiras para sentir tempo e distribuição.
- depois, refaça por disciplina, marcando os tópicos que mais caem.
- por fim, transforme os tópicos em revisões espaçadas (24 horas, 7 dias, 30 dias).
3) Simulados com correção “cirúrgica”
Simulado não é só acertar ou errar. Para a FGV, você melhora mais rápido quando classifica o erro:
- Erro de leitura: você ignorou uma palavra do enunciado, por exemplo, “exceto”, “assinale a incorreta”, “mais adequado”.
- Erro de conceito: faltou base teórica.
- Erro de confusão entre alternativas: você sabia o assunto, mas não sabia o termo exato.
- Erro de tempo: você ficou preso em uma questão difícil.
Uma rotina prática:
- 1 simulado por semana (ou a cada 10 dias), com tempo cronometrado.
- 1 dia só para correção e caderno de erros.
- revisões curtas ao longo da semana, baseadas no que você errou.
4) Materiais complementares por área (sem depender de “achismo”)
- Direito e administração: estude por lei seca e por questões FGV, com resumos apenas para amarrar conceitos.
- Contabilidade e finanças públicas: prefira material com exercícios e demonstrações, a fixação é por prática.
- Arquivologia e biblioteconomia: foque em conceitos, instrumentos de gestão e vocabulário técnico.
- Engenharias: resolução de questões e revisão de normas e fundamentos.
- Comunicação: muito treino de português e prática de linguagem e conceitos da área.
Editais, calendário e novidades
Para acompanhar editais e comunicados oficiais, a referência é sempre o portal institucional da assembleia e o diário oficial do estado, onde atos administrativos e publicações formais costumam aparecer. Além disso, quando há concurso, a banca organizadora disponibiliza página específica com edital, retificações, cronograma, locais de prova, gabaritos preliminares e definitivos, além de formulários de recursos.
O que o candidato deve fazer, na prática:
- criar uma rotina de checagem semanal do portal institucional e do diário oficial.
- quando sair edital, baixar e salvar: edital completo, retificações, conteúdo programático, regras de recursos, critérios de aprovação.
- montar um “checklist de edital” (requisitos, atribuições, documentação, etapas, critérios de eliminação, regras de recursos).
Sobre “calendário típico”, assembleias não têm periodicidade fixa obrigatória. O mais prudente é trabalhar com janela de médio prazo e estar pronto para edital com prazos curtos, especialmente em cargos de suporte.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quem organiza o concurso do ALMT?
A edição com provas no acervo (2013) foi organizada pela FGV. Em novos concursos, a organizadora pode mudar, isso depende de contratação específica.
Onde encontrar provas anteriores do ALMT?
No acervo informado, há provas de 2013 para 28 cargos. O uso ideal é resolver a prova completa e depois separar por disciplina e assunto para revisão.
Quais cargos do ALMT aparecem no acervo de provas?
Há cargos de TI (analistas e técnicos), administrativos (almoxarife, contador, economista), engenharia e arquitetura, saúde (enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social), comunicação (jornalista, publicitário, produtor programador de TV), além de motoristas e serviços gerais.
Quais cargos tendem a exigir nível superior?
Pela natureza das profissões, cargos como analista de sistemas, contador, economista, arquiteto, engenheiros, enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social, bibliotecário, arquivistas, jornalista, publicitário e professores tipicamente são de nível superior, mas a exigência exata deve ser confirmada no edital.
Quais cargos tendem a exigir nível médio ou técnico?
Almoxarife, motorista e serviços gerais costumam aparecer como nível fundamental ou médio, e técnico em informática como nível técnico. Ainda assim, confirme sempre no edital do seu concurso.
A FGV é uma banca difícil?
Ela é considerada exigente por muitos candidatos porque trabalha com alternativas próximas e cobra precisão conceitual e interpretação. A melhor forma de “baixar a dificuldade” é fazer muitas questões da própria FGV, com correção detalhada e revisão dos erros.
Como devo usar as provas de 2013 se o próximo concurso tiver outro edital?
Use as provas para treinar o estilo da banca (se for FGV novamente) e para mapear o nível das específicas do seu cargo. Mesmo que o conteúdo mude, habilidades como leitura cuidadosa, gestão de tempo e domínio de conceitos continuam relevantes.
O ALMT costuma ter cargos na área de comunicação e TV?
Pelo conjunto de cargos com provas no acervo (como arquivista da TV e produtor programador da TV), a estrutura da casa inclui demandas típicas de comunicação institucional e produção audiovisual. A forma exata de funcionamento depende do organograma vigente.