Sobre o(a) AGU
A AGU é a sigla para Advocacia Geral da União, instituição federal vinculada ao Poder Executivo que exerce a advocacia pública da União. Na prática, é o órgão que representa judicial e extrajudicialmente a União e presta consultoria e assessoramento jurídico ao Poder Executivo federal, dando sustentação jurídica para políticas públicas, atos administrativos, contratos, convênios e a defesa do patrimônio público.
A Advocacia Geral da União foi criada pela Constituição Federal de 1988, no capítulo das funções essenciais à Justiça. A Constituição é o marco normativo mais importante para entender o papel da AGU e também por que os concursos para suas carreiras jurídicas têm conteúdo pesado de Direito Constitucional, Administrativo, Processo Civil e legislação aplicada ao setor público.
Para o candidato, essa natureza institucional importa por três motivos práticos:
- Tipo de trabalho: o cotidiano tende a ser jurídico e técnico, com produção intensa de peças, pareceres, notas técnicas, manifestações em processos administrativos e judiciais.
- Ambiente e responsabilidades: decisões e posicionamentos podem impactar políticas públicas, licitações, grandes contratos, autarquias e fundações, além de temas sensíveis (tributário, regulatório, servidores, saúde, infraestrutura).
- Abrangência nacional: a atuação é federal, com unidades distribuídas pelo país, o que costuma trazer possibilidades de lotação em capitais e cidades polo, conforme a necessidade do serviço.
Quanto ao quadro de pessoal, trata se de uma instituição de grande porte, com carreiras jurídicas e administrativas, além de estagiários e colaboradores. Eu não informarei números exatos de servidores ou remunerações específicas sem segurança, porque esses dados variam por período e por reestruturações remuneratórias.
História e estrutura
A AGU nasce com o desenho constitucional de 1988, quando se consolidou a separação entre, de um lado, o Ministério Público e a Defensoria, e de outro, a advocacia pública, cada qual como função essencial à Justiça. Desde então, a instituição evoluiu para atender a duas frentes que convivem o tempo todo:
- Contencioso: a defesa da União em juízo, com atuação em ações individuais e coletivas, em várias instâncias, inclusive em tribunais superiores.
- Consultivo: a consultoria e o assessoramento jurídico, com elaboração de pareceres e orientação a gestores, especialmente em matérias de grande impacto (licitações e contratos, convênios, concessões, responsabilização, servidores, políticas públicas).
Na estrutura típica, o candidato costuma ouvir falar de áreas internas e unidades com perfis diferentes. Sem entrar em organogramas específicos (que podem mudar), é útil entender a lógica:
- Unidades de consultoria: tendem a lidar com análise de processos administrativos, pareceres, orientação normativa, e participação em comitês e grupos técnicos.
- Unidades de contencioso: focam em prazos, audiência, elaboração de manifestações e sustentação de teses em massa e casos estratégicos.
- Áreas de apoio administrativo: sustentam orçamento, pessoas, contratos administrativos, TI, gestão documental, bibliotecas, estatística e planejamento.
Esse desenho influencia a preparação. Quem mira carreiras jurídicas precisa estudar tanto o “Direito da prova” quanto a aplicação prática, por exemplo, como o Direito Administrativo aparece em licitações, processos sancionadores, responsabilidade civil do Estado e regime jurídico de servidores. Para cargos administrativos, é comum que conteúdos de Administração Pública, gestão de pessoas, orçamento, noções de direito e informática sejam cobrados de forma aplicada.
Sobre dirigente atual, eu não informarei nomes, porque isso muda e não é estável no tempo, além de não ser determinante para o planejamento de estudos.
Concursos públicos do AGU
Seu acervo indica provas entre 2002 e 2018, com organizadoras CESPE, IDECAN, NCE/UFRJ e CIEE, e cargos que vão de carreiras jurídicas (Advogado da União, Procurador Federal) a carreiras de apoio (Analista Técnico Administrativo, Agente Administrativo) e estágios.
Como você pediu lista de edições com vagas, salário inicial e situação, há um limite importante: sem acesso ao edital de cada edição e sem segurança numérica, eu não vou inventar quantitativos, valores ou status de homologação. Em vez disso, vou organizar o que dá para inferir com segurança a partir do acervo e transformar isso em orientação concreta de estudo.
Linha do tempo do acervo (provas cadastradas)
| Ano no acervo | Bancas identificadas no acervo | Tipos de cargos (exemplos do acervo) | O que isso sugere para o estudo |
|---|
| 2018 | IDECAN, CIEE (em provas de perfil compatível) | Estágios e cargos administrativos em geral | Para IDECAN, treino de leitura rápida e pegadinhas de alternativa; para CIEE, foco em conteúdo escolar e rotinas administrativas básicas |
| 2015, 2014, 2012 | CESPE (histórico forte em órgãos federais) | Carreiras jurídicas e administrativas | Preparação por itens certo e errado (quando aplicável), muita literalidade de lei e cobrança de interpretação |
| 2010, 2009, 2007, 2006, 2004, 2002 | CESPE e NCE/UFRJ aparecem como organizadoras no histórico do acervo | Mistura de jurídico, técnico e apoio | Vale mapear o “padrão de era” da banca, redação das questões, temas recorrentes e nível de aprofundamento |
O que considerar sobre concursos “previstos” e “em andamento”
Sem uma fonte oficial na sua pergunta (por exemplo, autorização publicada, comissão formada, termo de referência), não é correto afirmar que exista concurso em andamento ou previsto. O caminho mais seguro para o candidato é:
- Monitorar publicações oficiais e comunicações institucionais da própria AGU.
- Acompanhar portais oficiais do governo federal voltados a concursos e atos de gestão de pessoas.
- Usar o acervo de provas para estudar hoje, porque carreiras jurídicas e administrativas da União tendem a manter um núcleo estável de matérias, mesmo quando o edital muda.
Cargos e remuneração
A AGU reúne dois grandes grupos de oportunidades que aparecem no acervo: carreiras jurídicas (advocacia pública) e carreiras de apoio administrativo e técnico. Além disso, aparecem seleções de estágio, que têm lógica própria (processo seletivo, conteúdo mais geral e foco em rotina).
A seguir, descrevo os cargos do seu acervo com o que é típico e útil para estudo e decisão de carreira. Em remuneração, eu usarei linguagem qualitativa ou estrutural, porque valores e gratificações variam ao longo do tempo e por reestruturações.
Advogado da União
- Escolaridade: Bacharelado em Direito e inscrição na OAB (regra típica de carreira jurídica).
- Atribuições típicas: Representar a União judicial e extrajudicialmente, atuar no contencioso e em temas estratégicos, elaborar peças processuais e manifestações, participar de audiências, sustentar teses e acompanhar precedentes.
- Jornada: Dedicação compatível com atividade jurídica, com foco em prazos e metas; regimes específicos podem variar.
- Remuneração: Padrão de carreira jurídica federal, em geral mais alta que carreiras administrativas, com estrutura remuneratória própria.
- Lotação: Unidades da AGU e atuação federal, com distribuição nacional conforme necessidade.
Advogado
- Escolaridade: Bacharelado em Direito, muitas vezes com exigência de OAB conforme o edital e a natureza do vínculo.
- Atribuições típicas: Atuação jurídica de representação e consultoria, geralmente em escopo definido pelo edital (pode ser apoio jurídico, contencioso específico, ou vaga mais genérica em órgão público).
- Jornada: Definida em edital, costuma ser regime administrativo.
- Remuneração: Variável conforme o cargo, pode ser distinta da carreira típica de Advogado da União.
- Lotação: Unidades administrativas e jurídicas conforme a necessidade.
Procurador Federal
- Escolaridade: Bacharelado em Direito e inscrição na OAB (regra típica).
- Atribuições típicas: Representação judicial e consultoria jurídica, em especial de autarquias e fundações públicas federais vinculadas à atuação da Procuradoria Geral Federal, com trabalho intenso em contencioso e orientação jurídica de entidades.
- Jornada: Compatível com a natureza jurídica, com prazos processuais e metas.
- Remuneração: Estrutura de carreira jurídica federal.
- Lotação: Nacional, com atuação junto a entidades federais.
Procurador Federal, 2ª Categoria (e variações de nomenclatura)
- Escolaridade: Bacharelado em Direito e OAB.
- Atribuições típicas: As mesmas da carreira de Procurador Federal, com enquadramento por classe ou categoria conforme regras internas e do edital.
- Jornada: Compatível com atividade jurídica.
- Remuneração: Estruturada por classes, com progressão.
- Lotação: Unidades com demanda de contencioso e consultivo.
Procurador Geral, 2ª Categoria
- Escolaridade: Bacharelado em Direito e requisitos definidos em edital (em geral relacionados a carreira, experiência e enquadramento).
- Atribuições típicas: Coordenação e atuação jurídica de maior complexidade, com responsabilidade sobre estratégias, revisão e orientação.
- Jornada: Compatível com função de direção e atividade jurídica.
- Remuneração: Padrão de carreira, com classe correspondente.
- Lotação: Unidades de maior complexidade e coordenação.
Analista Técnico Administrativo (e Analista Técnico-Administrativo)
- Escolaridade: Normalmente nível superior (a formação específica varia conforme edital e área).
- Atribuições típicas: Planejamento, gestão de processos, apoio a compras e contratos, orçamento e finanças, gestão de pessoas, governança e controles internos, elaboração de relatórios e acompanhamento de indicadores.
- Jornada: Tipicamente 40 horas semanais em carreiras administrativas federais.
- Remuneração: Estrutura de carreira administrativa, em geral composta por vencimento e gratificações, variando por plano.
- Lotação: Sede e unidades descentralizadas, com possibilidade de atuação em áreas meio e projetos.
Agente Administrativo
- Escolaridade: Normalmente nível médio (ou médio técnico, conforme edital).
- Atribuições típicas: Rotinas de protocolo e arquivo, atendimento, apoio a compras e almoxarifado, tramitação de processos, lançamento e conferência de dados em sistemas, apoio a atividades de secretaria.
- Jornada: Tipicamente 40 horas semanais.
- Remuneração: Faixa de nível médio no serviço público federal, com estrutura de gratificações conforme carreira.
- Lotação: Ampla, com grande demanda nas unidades que movimentam processos administrativos.
Administrador
- Escolaridade: Graduação em Administração e registro no conselho, quando exigido em edital.
- Atribuições típicas: Gestão de processos e projetos, planejamento estratégico, licitações e contratos sob a ótica de gestão, desenho de fluxos, gestão de pessoas, controles e avaliação de desempenho organizacional.
- Jornada: Tipicamente 40 horas semanais.
- Remuneração: Nível superior administrativo, com variação por gratificações.
- Lotação: Áreas de gestão, planejamento, compras, contratos, pessoas e governança.
Contador
- Escolaridade: Graduação em Ciências Contábeis e registro no conselho, quando exigido.
- Atribuições típicas: Conformidade contábil, registros, demonstrativos, apoio à prestação de contas, análise de despesas, acompanhamento de execução orçamentária e financeira.
- Jornada: Tipicamente 40 horas semanais.
- Remuneração: Nível superior, com estrutura remuneratória administrativa.
- Lotação: Áreas de orçamento, finanças, contabilidade e controle.
Economista
- Escolaridade: Graduação em Economia e registro no conselho, quando exigido.
- Atribuições típicas: Análise econômica aplicada a políticas públicas, estudos de impacto, avaliação de projetos, apoio a decisões administrativas com base em dados.
- Jornada: Tipicamente 40 horas semanais.
- Remuneração: Nível superior.
- Lotação: Planejamento, estudos, orçamento, apoio a projetos e governança.
Estatístico
- Escolaridade: Graduação em Estatística, e registro quando exigido.
- Atribuições típicas: Construção e análise de indicadores, estatística aplicada à gestão, desenho de amostragens e relatórios, apoio a auditorias e monitoramento.
- Jornada: Tipicamente 40 horas semanais.
- Remuneração: Nível superior.
- Lotação: Áreas de planejamento, dados, gestão e controle.
Engenheiro
- Escolaridade: Graduação em Engenharia e registro no conselho, quando exigido.
- Atribuições típicas: Apoio técnico em obras e serviços de engenharia contratados, pareceres, especificações, fiscalização e planejamento de manutenção predial, quando a unidade possuir estrutura física relevante.
- Jornada: Tipicamente 40 horas semanais.
- Remuneração: Nível superior.
- Lotação: Infraestrutura, logística, patrimônio e contratos.
Bibliotecário
- Escolaridade: Graduação em Biblioteconomia e registro no conselho, quando exigido.
- Atribuições típicas: Gestão de acervo físico e digital, normalização, apoio à pesquisa jurídica e administrativa, organização de bases internas, atendimento a demandas de informação.
- Jornada: Tipicamente 40 horas semanais.
- Remuneração: Nível superior.
- Lotação: Bibliotecas, centros de documentação e unidades de apoio técnico.
Estagiário de Direito
- Escolaridade: Graduação em Direito em curso (conforme período exigido no edital do estágio).
- Atribuições típicas: Apoio à pesquisa jurisprudencial e legislativa, organização de peças e documentos, minutas, acompanhamento de prazos sob supervisão, alimentação de sistemas.
- Jornada: Definida em edital de estágio (geralmente parcial).
- Remuneração: Bolsa estágio e auxílio (valores variáveis por período e edital).
- Lotação: Unidades jurídicas, consultivo e contencioso.
Estagiário de Administração de Empresas
- Escolaridade: Curso superior em Administração em andamento.
- Atribuições típicas: Apoio a rotinas de gestão, planilhas, relatórios, organização de processos, apoio a compras e contratos.
- Jornada: Parcial, conforme edital.
- Remuneração: Bolsa estágio e auxílio.
- Lotação: Áreas administrativas.
Estagiário de Ciências Contábeis
- Escolaridade: Curso superior em Contabilidade em andamento.
- Atribuições típicas: Apoio a conciliações, conferências, relatórios, rotinas de execução e acompanhamento.
- Jornada: Parcial.
- Remuneração: Bolsa estágio.
- Lotação: Orçamento, finanças, contabilidade.
Estagiário de Ensino Médio
- Escolaridade: Ensino médio em curso.
- Atribuições típicas: Apoio administrativo básico, organização, digitalização, atendimento e rotinas de secretaria.
- Jornada: Parcial.
- Remuneração: Bolsa estágio.
- Lotação: Protocolo, secretarias e apoio.
Bancas organizadoras
A AGU, como órgão federal com perfis de seleção distintos (carreira jurídica, área administrativa e estágio), aparece no seu acervo com bancas de estilos bem diferentes. Entender isso evita erros clássicos, por exemplo, estudar “genérico” para uma banca que cobra literalidade extrema, ou treinar em múltipla escolha quando a banca trabalha com itens certo e errado.
CIEE
O CIEE (Centro de Integração Empresa Escola) é tradicional na intermediação e organização de processos seletivos de estágio, com provas e dinâmicas mais alinhadas ao público estudantil. Em seleções ligadas à AGU, a tendência é cobrança objetiva de Língua Portuguesa, conhecimentos gerais e noções da área (quando estágio específico), com enunciados mais diretos e foco em triagem.
IDECAN
O IDECAN (Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional) é uma banca conhecida por provas objetivas de múltipla escolha, com questões frequentemente longas e atenção a detalhes de texto e de alternativas. Em concursos administrativos, costuma exigir leitura cuidadosa, boa gestão de tempo e treino em Português e conhecimentos específicos com pegadinhas em exceções e conceitos.
CESPE
O CESPE (também conhecido por Cebraspe em fases posteriores) tem histórico forte em concursos federais e é famoso pelo estilo de itens certo e errado, em que erros podem penalizar acertos conforme a regra do edital. Para a AGU, esse estilo é especialmente relevante em carreiras jurídicas, porque favorece cobrança de literalidade de lei, interpretação fina e domínio de conceitos, além de exigir controle emocional e estratégia de marcação.
NCE/UFRJ
O NCE/UFRJ (Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ) tem tradição como organizador de concursos e processos seletivos, com provas objetivas de múltipla escolha e perfil acadêmico em certos componentes. Em seleções de órgãos públicos, é comum encontrar questões com enunciados explicativos e cobrança de fundamentos, o que pede estudo conceitual e prática com provas do próprio núcleo.
Como estudar com as provas anteriores do AGU
Provas anteriores são úteis por dois motivos: elas mostram o que a banca considera “cobrável” e revelam o nível de profundidade esperado. No caso da AGU, isso é ainda mais verdadeiro porque o órgão mistura perfis diferentes: jurídico contencioso, consultivo, administração, finanças e estágios.
1) Primeiro filtro: qual cargo, qual eixo, qual banca
Antes de resolver qualquer questão, classifique seu estudo em três camadas:
- Camada 1 (cargo): carreira jurídica (Advogado da União, Procurador Federal) ou apoio (Analista, Agente, Administrador etc.) ou estágio.
- Camada 2 (eixo de conteúdo): núcleo comum (Português, Administração Pública, Informática, Raciocínio Lógico, noções de Direito) e núcleo específico (Direito Constitucional, Administrativo, Processo Civil, Contabilidade, Orçamento, Estatística).
- Camada 3 (banca): CESPE, IDECAN, NCE/UFRJ, CIEE.
Esse filtro evita a armadilha de estudar “Direito” sem saber se a prova quer doutrina, letra de lei, jurisprudência, casos práticos ou interpretação.
2) Estratégia por banca, aplicada ao que aparece no acervo
- Se sua prova for no estilo CESPE:
- Treine por itens, não por múltipla escolha, quando esse for o formato.
- Faça um caderno de erros com frases curtas do tipo “Regra, exceção, pegadinha”. O CESPE costuma punir confusões de conceito.
- Priorize leis secas e conceitos, e só depois aprofunde doutrina.
- Se sua prova for IDECAN:
- Treine tempo de prova com blocos, por exemplo, 20 questões cronometradas.
- Em Português, foque em interpretação, coesão, semântica e gramática aplicada.
- Nos específicos, atenção a detalhes e “melhor alternativa”.
- Se sua prova for NCE/UFRJ:
- Estude o fundamento, não apenas macetes.
- Resolva provas antigas para entender o padrão de enunciado e o nível de contextualização.
- Se sua prova for CIEE (estágio):
- Fortaleça bases: Português, matemática básica ou raciocínio lógico, noções de informática.
- Para estágio de Direito, treine noções de constitucional e administrativo e leitura de textos legais introdutórios, sem exagerar em jurisprudência.
3) Método prático de uso do acervo (ciclo de 4 semanas)
Você pode usar as provas de 2002 a 2018 como um banco de padrões, não como uma lista infinita.
- Semana 1 (diagnóstico):
- Resolver uma prova inteira da banca mais provável para o seu cargo.
- Marcar dificuldades por assunto.
- Separar 3 temas fracos e 3 temas fortes.
- Semana 2 (construção):
- Estudar teoria apenas dos temas fracos.
- Resolver 80 a 150 questões direcionadas desses temas, se possível da mesma banca.
- Semana 3 (consolidação):
- Revisão espaçada do caderno de erros.
- Simulado parcial (metade da prova) cronometrado.
- Semana 4 (performance):
- Prova completa cronometrada.
- Ajuste de estratégia: em CESPE, avaliar taxa de risco por item; em múltipla escolha, avaliar tempo por questão.
4) O que costuma “cair” quando o órgão é advocacia pública
Sem prometer um edital específico, há uma lógica recorrente:
- Carreiras jurídicas: núcleo forte de Direito Constitucional, Administrativo, Processo Civil, e temas ligados a Fazenda Pública, controle, responsabilidade, atos administrativos, licitações e contratos.
- Área administrativa: Administração Pública, gestão de pessoas, orçamento, noções de direito, informática, e Português com peso relevante.
- Técnicos (contábil, estatística, engenharia): específicos bem cobrados, normalmente com exigência de prática e terminologia.
A melhor forma de confirmar isso para o seu caso é fazer uma planilha simples, com colunas: “assunto”, “ano”, “banca”, “questão”, “acertou”, “observação”. Em 2 ou 3 provas, você enxerga padrões que orientam o restante do estudo.
Editais, calendário e novidades
Para acompanhar oportunidades da AGU sem depender de boatos, use canais oficiais e rotina de verificação.
- Onde acompanhar editais oficiais:
- Diário Oficial da União (DOU): é onde costumam sair atos formais, como autorizações, comissões, editais e homologações.
- Site institucional e canais de comunicação da AGU: publicações sobre seleções, comunicados e links para páginas de concursos quando existirem.
- Página da banca organizadora: quando o edital é publicado, a banca costuma centralizar inscrições, retificações, locais de prova e gabaritos.
- Calendário típico:
- Em órgãos federais, concursos não seguem uma periodicidade fixa. Em geral, dependem de autorização, orçamento, vacâncias e decisão administrativa.
- Para estágio, é comum haver processos seletivos com maior recorrência do que para carreiras efetivas, mas isso varia e deve ser confirmado em edital.
- Como não perder retificações e gabaritos:
- Salve o link da página do concurso na banca e confira as seções de “comunicados”, “retificações” e “gabaritos”.
- Baixe e arquive o edital e todas as retificações, porque mudanças pequenas podem alterar conteúdo, critérios e datas.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quem organiza o concurso do AGU?
Depende da seleção. No acervo de provas aparecem CESPE, IDECAN e NCE/UFRJ em concursos, e CIEE em processos seletivos de estágio.
Onde encontrar provas anteriores do AGU?
Em acervos de provas por órgão e por banca, como o seu banco indica para os anos de 2002 a 2018. O ideal é filtrar por cargo e banca, porque o estilo muda muito.
Quais cargos do AGU são da área jurídica?
No seu acervo, aparecem cargos como Advogado da União, Procurador Federal e variações por categoria, que são carreiras jurídicas com foco em representação judicial e consultoria.
Quais cargos costumam ser de nível médio?
No acervo, o exemplo mais claro é Agente Administrativo, que em muitos concursos públicos é cargo típico de nível médio. A confirmação da escolaridade exigida deve ser feita no edital da edição específica.
O CESPE cobra prova discursiva na AGU?
O CESPE frequentemente utiliza fases discursivas em carreiras jurídicas e, em alguns casos, também em cargos de nível superior. Isso não é universal, então a regra sempre é a do edital do seu cargo.
Como estudar para a AGU se ainda não saiu edital?
Use provas anteriores por banca e por cargo para construir base. Para jurídico, fortaleça Constitucional, Administrativo e Processo Civil com lei seca e treino de itens; para administrativo, consolide Português, informática e gestão pública com muitas questões.
Vale a pena estudar por provas antigas (2002, 2004, 2006)?
Vale para entender estilo de banca e recorrência de temas, mas complemente com questões mais recentes da mesma organizadora e com legislação atualizada, porque normas mudam.
Estágio na AGU tem prova difícil?
Em geral, processos de estágio buscam triagem e podem ser mais diretos do que concursos efetivos, mas isso não significa “fácil”. O diferencial costuma ser dominar Português, noções da área e resolver provas do CIEE para entender o padrão.